Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

46 Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 TRANSMISSÃO presas brasileiras estão em busca de mais eficiência, segurança e con- sequentemente disponibilidade.”, avalia Júlio Martins, vice-presiden- te de Energy da Schneider Electric. Outro fator determinante, aponta o executivo, é a busca por conecti- vidade, isso é, transformar equipa- mentos em operação e ainda den- tro de sua vida útil em “equipa- mentos smart”, conectáveis, obten- do acesso fácil de informações de operação para tomada de decisões. Por sua vez, o presidente da GE Grid Solutions para a América Lati- na, Fabio Nossaes, diz que as trans- missoras deram início a um plano agressivo de troca de produtos, nu- ma corrida que tem movimentado positivamente as fábricas de equi- pamentos, no sentido de suportar as demandas de planejamento pa- ra uma troca gradual. “Como temos apenas um leilão em 2019, o mercado poderia sofrer uma queda real, mas essa troca por parte das empresas vai compen- sar a situação, proporcionando um equilíbrio no mercado. Isso ajuda os fabricantes a compensar a dimi- nuição de projetos fechados em lei- lão e abre novas oportunidades pa- ra todos, inclusive para a GE”, des- taca o executivo. MP 579 Em contraste com esse quadro grandioso, as empresas que fazem parte do SIN atravessaram um pe- ríodo de apreensão entre 2012 e 2017. Sob forte aperto de caixa, elas investiram apenas o necessário pa- ra manter tudo funcionando. Foi um período de negociação com o poder concedente que pro- meteu uma compensação bilioná- ria às companhias de transmissão, desde que aceitassem a renovação antecipada das suas concessões - o que viabilizaria um desconto de 20% nas tarifas para consumido- res. O problema é que, feito o cor- te nas receitas das transmissoras, o dinheiro da indenização não veio no horizonte programado, deixan- do-as numa situação crítica até por volta de 2017.

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