Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

58 Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 SOLAR POR THAIS CUSTÓDIO A tecnologia de painéis so- lares está em constan- te evolução. No Brasil, as novidades costumam de- morar a chegar, principalmente de- vido ao alto custo dos equipamen- tos e o ainda baixo volume de de- manda - até o final de 2018, eram apenas 2,4 GW de capacidade ins- talada. Apesar disso, as empresas atuantes no país tem se mostrado atentas às evoluções e preocupadas em escolher tecnologias eficientes e que melhor se adequem aos seus modelos de negócios. Atualmente, na geração centra- lizada, as empresas têm apostado nos painéis bifaciais. Desde 2018, a SER Energia, empresa desenvol- vedora de projetos solares de gran- de porte e com 500 MW habilita- dos em leilões, prevê a utilização de painéis bifaciais em seus projetos, diz David Fontes, diretor de Pro- jetos da empresa. Isso porque essa tecnologia é mais eficiente do que os monocristalinos anteriormente utilizados pela companhia, aliada a um bom custo. De acordo com estudo da EPE sobre os projetos solares participan- tes de leilões de 2013 a 2018, as tec- nologias de silício cristalino, a exem- plo do que ocorria nos mercados in- ternacionais, eram a escolha predo- minante dos projetistas. Nos leilões A-4 de 2017 e 2018, essas tecnologias representaram aproximadamente 95% do somatório da potência CC TENDÊNCIAS PARA PAINÉIS SOLARES Módulos monocristalinos e bifaciais devem ser cada vez mais utilizados e policristalinos devem parar de ser fabricados; importação de painéis aumenta 24% no primeiro semestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 1,267 GWp

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