Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 59 (corrente contínua) dos projetos ha- bilitados tecnicamente. A única tec- nologia de filmes finos que apresen- tou projetos cadastrados nos leilões foi a de Telureto de Cádmio (CdTe), que desde 2016 vinha apresentando em torno de 5% da potência CC dos projetos habilitados. GERAÇÃO DISTRIBUÍDA Os painéis monocristalinos de- vem ser cada vez mais utilizados na geração distribuída. A Alsol, empresa que começou com o mo- delo de negócio de geração remo- ta e desde que foi adquirida pela Energisa passou a focar em gera- ção compartilhada, usa monocris- talinos em seus projetos. Gustavo Buiatti, CTO da empresa, explica que o fator determinante para a es- colha da tecnologia é o fato de as áreas das usinas da companhia se- rem limitadas. A tecnologia usa- da anteriormente era a policrista- lino, que necessitava de um espaço maior para entregar a mesma po- tência que os monocristalinos. Motivada pelo ganho em eficiên- cia, a empresa está começando a utili- zar a tecnologia PERCe avalia sua per- formance para comprovar se, de fato, a eficiência é de mais de 19%, confor- me prometido pelos fabricantes. A grande maioria dos painéis fotovoltaicos que a Alsol utiliza são importados. Isso ocorre devido ao fato da empresa não usar financia- mento nacional, o que torna o pre- ço dos importados mais vantajoso do que dos nacionais. Outro mo- tivo apontado por Buiatti é o fa- to dos painéis importados terem maior capacidade de rastreamento. SUBSTITUIÇÃO DE POLICRISTALINOS A tendência mundial é que os painéis fotovoltaicos policristalinos parem de ser fabricados, sendo subs- tituídos por painéis do tipo mono- cristalinos. Isto porque os policrista- linos apresentam uma menor faixa de potência, de 335 W, em compa- ração com os monocristalinos, com 370 W em média. A afirmação é do gerente de P&D e Qualidade da BYD, Felipe Santos. Ele ressalta que os mó- dulos disponíveis no mercado exte- rior já chegam a 425W de potência. Outro fator pelo qual os policris- talinos são inferiores aos monocris- talinos é a eficiência. O policristalino mais eficiente disponível no merca- do é o da Trina Solar, de 19,9%, en- quanto o monocristalino PERC com maior eficiência é o da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW, na si- gla em inglês), com 22,7%. No próximo ano, a tendência se- rá seguida pela BYD no Brasil, que atualmente fabrica no país três tipos de módulos fotovoltaicos: policris- talinos, monocristalinos e bifaciais. A eficiência dos produtos da empre- sa varia entre 17% e 19,5%. A com- panhia produziu em torno de 260 MW, de fevereiro de 2017 até julho de 2018, atuando no mercado de ge- ração centralizada. E pretende che- gar a 70 MW produzidos de agosto de 2018, quando passou a atuar em geração distribuída, ao final de 2019. A BYD estuda trazer para o pa- ís a tecnologia shingled cell , que con- siste em células que são cortadas em cerca de cinco pequenos pedaços e que são sobrepostas. A empresa já Fabricantes credenciados no BNDES Módulos Seguidor Inversor BALFAR SOLAR BRAFER ABB BYD BRAMETAL GE POWER FLEXTRONICS BRASILSAT GFS CONVERT DO BRASIL INGETEAM DISTON IRIZAR FLEXTRONICS SINDUSTRIAL WEG Fonte: BNDES Inovação ainda demora a chegar no Brasil, mas mercado já observa mudanças

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