Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019
66 Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA energia, frente aos resultados de 2018. Isso engloba intervenções e obras novas por todo o país, em ci- dades de todos os portes onde ope- ra, desde Manaus (AM), Campo Grande (MS), Piracicaba (SP) e Te- resina (PI), além de várias peque- nas no Mato Grosso ou a concessão Prolagos, da região dos Lagos (RJ), que inclui os municípios de Cabo Frio, Armação dos Búzios, Iguaba Grande, Arraial do Cabo e São Pe- dro da Aldeia. A meta, para começar, envol- ve a geração distribuída, com a construção de oito miniusi- nas fotovoltaicas, que totaliza- rão a capacidade instalada de 13 MWp, em oito diferentes esta- dos. A energia gerada será com- pensada no faturamento de uni- dades consumidoras de baixa tensão de 18 unidades de negó- cios da Aegea. Segundo Pereira da Silva, as miniusinas entrarão em operação no segundo semes- tre de 2020 e trarão um resultado de R$ 9 milhões por ano em cus- tos com energia. Paralelamente, a companhia tem também estudado a aplica- ção de minicentrais hidrelétricas e implantou projeto piloto de apro- veitamento hidráulico através da substituição de válvulas redutoras de pressão utilizadas nas adutoras e tubulações de distribuição por miniturbina. Já em migração pa- ra o mercado livre, o planejamen- to é até 2021 ter 75% de todo seu consumo de energia contratado no ACL, o que corresponderá a aproxi- madamente 45 MWm. INDICADORES Com o programa de eficiência rodando já há alguns anos, o gru- po consegue ter indicadores de efi- ciência através da coleta de dados provenientes de redes de sensoria- mento das unidades de negócio que monitoram as fontes produto- ras e os sistemas de bombeamen- to e também por informações de faturamento de energia das unida- des consumidoras. Os indicadores de acompanha- mento são por kWh/m³, R$/m³ e R$/MWh, subdivididos por siste- mas de água e esgotamento. Mas, em razão de a Aegea estar presente em 49 municípios, atendendo 7 mi- lhões de pessoas em 11 estados, ob- serva o gerente, é difícil avaliar a me- lhoria de eficiência do grupo inteiro, por consumo específico, sendo mais indicada a avaliação por sistemas, dada a complexidade da operação. Entretanto, como ilustração, Pereira revela que na comparação dos primeiros semestres dos últi- mos três anos (2017-2019) hou- ve queda de 19% em kWh/m3 de água produzida, de 0,88 kWh/m3 para 0,71 kWh/m3. “Isso mostra que além de evoluirmos agressi- vamente no referente ao custo da energia (R$/MWh), também ob- servamos grande evolução na efi- ciência do uso da energia nos siste- mas (kWh/m³)”, explica. n
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