Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 65 NO SANEAMENTO Em saneamento básico, outro setor de alto consumo de ener- gia, empregada no bombeamen- to e tratamento de água e esgoto de forma ininterrupta, os gran- des grupos da área também vêm adotando programas específicos para gerenciar a energia na bus- ca por eficiência. Embora algu- mas companhias estaduais, como Sabesp e Sanepar, tenham condu- ta nesse sentido, é notório que os grupos privados, com mais gover- nança corporativa, são os melho- res exemplos. A Aegea Saneamento, com con- cessão de serviços de água e esgo- to de 49 cidades no país, serve co- mo parâmetro dessa tendência. Com consumo anual de 500 GWh, a companhia conta com gerência corporativa de eficiência e tecno- logia que tem uma coordenação específica para gestão de energia e eficiência energética. A área de energia, explica o gerente de projetos, processos e inovação da Aegea, Marco Auré- lio Pereira da Silva, atua em três pilares. O primeiro é a gestão de custeio, gerenciando compra de energia no ACL e no ACR, estu- dando e ampliando a migração para o mercado livre. A segunda frente é o planejamento energéti- co e orçamentário, com a adoção de processos e indicadores para projeções de curto, médio e lon- go prazo. E a terceira, por fim, se dedica a projetos de eficiência energética, que seguem uma car- tilha de levantamento de oportu- nidades, avaliação técnica e eco- nômica e acompanhamento por monitoração. Com esse planejamento, que envolve migração para o merca- do livre, uso de geração distribu- ída, monitoramento energético e eficientização, a Aegea está no mo- mento implementando oportuni- dades e projetos para até 2021 re- duzir em 25% seus custos com

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