Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019

Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 71 ser arrecadados até 2027 e o setor perderá R$ 13,3 bilhões até 2035, ano em que 75,38 milhões de to- neladas de CO 2 terão sido lança- das na natureza para a geração de energia elétrica de fontes tradicio- nais. Outro ponto abordado por Teixeira foi que o retorno do in- vestimento do consumidor final ficará mais distante, possivelmen- te até inviabilizando o projeto em determinadas situações.  DISTRIBUIDORAS: PAGAMENTO PELA REDE Em resposta à reação gerada pe- las campanhas de empresas e asso- ciações que atuam em geração dis- tribuída, a Abradee divulgou uma nota em que diz que a “taxação do sol”, como vem sendo chamada pu- blicamente a alteração proposta pela Aneel, é “fake news”, uma notí- cia falsa. A associação de distribui- doras é a favor da revisão da resolu- ção 482/2012 e que os consumido- res que geram sua própria energia paguem pelo uso da rede elétrica, como os demais. A associação considera enor- me o atual subsídio dado pela Ane- el aos adotantes de sistemas de GD, que acaba sendo pago pelos demais consumidores. Isso porque nos mo- mentos em que o sistema instalado não está gerando, o consumidor de GD precisa contar com as demais fontes de energia, que chega pelas redes das distribuidoras. A energia não é faturada, como deveria segun- do a Abradee, pela tarifa residencial, mas abatida dos créditos de energia gerados pelos prossumidores sem as devidas compensações das tarifas fio. “Por isso, existe a Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição. Essa ta- rifa, inclusive, é cobrada dos chama- dos consumidores livres e não causa polêmica, pois é a tarifa justa para a prestação dos serviços”, diz a Abra- dee em nota. As distribuidoras adquirem a energia excedente desses consumi- dores a R$ 550/MWh que, segundo a associação, é o valor efetivo dos créditos gerados. A Abradee argu- menta que, por outro lado, as dis- tribuidoras também adquirem, pa- ra todos os consumidores, energia renovável das fontes eólica e solar que, só em 2019, foram contrata- das por R$ 98/MWh e R$ 78/MWh, respectivamente. “Ou seja, as dis- tribuidoras compraram com des- conto superiores a 80% e isso vai ajudar a reduzir a tarifas de todos e não somente de alguns”, provoca a associação no comunicado. De seu lado, as distribuidoras argumentam que a “celeuma” cria- da após a abertura de audiência pú- blica só beneficiará as instaladoras de sistemas. Se a regra não for mo- dernizada, calcula, o subsídio che- gará a mais de R$ 2,5 bilhões para pouco mais de 600 mil beneficia- dos até o final de 2021. “Para se ter uma ideia, isso é mais do que o sub- sídio dado aos quase 9 milhões de consumidores de baixa renda pela Tarifa Social de Energia Elétrica”, diz a a Abradee. Distribuidoras defendem remuneração pelo uso da rede

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