Brasil Energia | Ed. 460 - Novembro, 2019
72 Brasil Energia , nº 460, 14 de novembro de 2019 GERAÇÃO DISTRIBUIDA Projeções caem Até 2029, os sistemas de micro e minigeração distribuída no Bra- sil devem somar 11,4 GW, segundo projeta a EPE no PDE 2029. O vo- lume é inferior ao que estava pre- visto no PDE 2027, de 11,9 GW até o fim de 2027. O estudo mais recente indica que em 2029 have- rá 1,3 milhão de adotantes de sis- temas de GD, que exigirão qua- se R$ 50 bilhões em investimentos ao longo do período. Em termos de energia, a capacidade instalada de- ve contribuir com uma geração de 2.300 MW médios, suficiente para atender 2,3% da carga total nacio- nal até 2029. No mais recente Plano Decenal de Energia, a empresa leva em con- sideração a entrada em vigor em 2021 de um novo mecanismo de compensação para a geração distri- buída. Para sistemas locais, foi con- siderado que as parcelas da tarifa Fio A, Fio B e Tusd Encargos não seriam passíveis de compensação. Na visão da EPE, são custos manti- dos com a injeção da GD na rede, e, portanto, não deveriam fazer parte da compensação. Para sistemas remotos, que ge- ram em local diferente do consu- mo, foi utilizado o mesmo trata- mento dos sistemas locais com a retirada adicional da parcela Tusd Perdas. Isto porque a EPE consi- dera que, por se tratarem de sis- temas remotos, não se pode afir- mar que há uma redução de per- das com a entrada da micro e mi- nigeração distribuída. Inclusive, pode haver um aumento nas per- das elétricas com a instalação da modalidade. A aplicação de tarifa binômia para os novos micro e minigera- dores a partir de 2022 também foi considerada no PDE 2029. As parcelas Fio A e Fio B foram consideradas como componen- tes que deixariam de ser cobra- das volumetricamente e, portan- to, não seriam passíveis de com- pensação com a GD. FONTES A EPE projeta que em 2029 a participação da fonte solar na ca- pacidade instalada da modalida- de será de 86%, seguida de hidre- létrica (8%), termelétrica (5%) e eólica (1%). Embora a solar tenha maior destaque na GD, a empre- sa enxerga grande potencial pa- ra a geração eólica, termelétrica e hidrelétrica, principalmente atra- vés do modelo de autoconsumo remoto e geração compartilhada. São fontes que podem apresentar custos menores que a fotovoltai- ca e, portanto, ganhar espaço da fonte solar, avalia a EPE. PAYBACK Com as premissas de mudança na regulamentação, a EPE estima que o retorno do investimento pa- ra os segmentos residencial e “ou- tros em baixa tensão” retorne para níveis parecidos com os de 2017, que eram de sete e nove anos, res- pectivamente. Atualmente, o pay- back médio para esses segmentos é de cinco e seis anos. Para o seg- mento de alta tensão com insta- lação local, as mudanças na regu- lamentação pouco interferem na atratividade porque esse consumi- dor já paga tarifa binômia. O pay- back desse segmento atualmente é de dez anos e deve cair para cerca de oito anos em 2029. A modalidade mais impacta- da negativamente é a de geração remota em alta tensão com com- pensação em baixa tensão, cujo payback médio deve ser de 20 anos em 2029. Esses resultados, segundo a metodologia utilizada, A modalidade mais impactada é a de geração remota em alta tensão com compensação em baixa tensão
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