Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020

Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 25 dores até o fim de junho e o proje- to 100% operacional até julho, sen- do que a geração parcial já começa a partir de março. Apesar de ser considerada a etapa logística mais crítica para seu novo parque na Bahia, não é só no transporte de pás que a Ca- sa dos Ventos precisou se preocu- par na gestão da operação de en- trega coordenada pela Vestas. Se- gundo Rezende, no caso das nace- les, hubs e torres o que preocupa é a viabilidade estrutural. Para se ter uma ideia, as novas naceles da Ves- tas precisaram ser divididas para o transporte, com o drive train sepa- rado, fazendo com que cada carga pese 70 toneladas. Caso contrário, elas superariam 140 toneladas em uma só viagem, o que complicaria muito a operação. Na preparação dos pedidos de autorização de transporte desses componentes pesados, conta Re- zende, a Casa dos Ventos e a Vestas fizeram longo trabalho de prospec- ção das rotas, com a ajuda de con- sultores, para identificar a viabili- dade estrutural de mais de 30 pon- tes. Por fim foi decidida pela neces- sidade de intervir em três pontes, o que foi feito com recursos pró- prios, com a anuência das autori- dades. “Esse já é um item supera- do”, afirmou. As naceles e hubs, que já co- meçaram a chegar em Campo Formoso, vêm da fábrica da Ves- tas em Aquiraz (CE). Os segmen- tos de torres de aço, que terão 105 metros de altura, são forne- cidos por três fabricantes: Torre- bras, de Camaçari (BA), TEN, de Jacobina (BA) e Gestamp, de Su- ape (PE). No caso dos segmentos das torres, as dificuldades maio- res com os novos modelos são de gabarito vertical, já que eles têm superado na altura a média das pontes do país, de até 5,50 metros. “O transporte de torres também está se tornando crítico, obrigando o caminhão a encon- trar outras rotas”, explicou João Guilherme Dias, da transporta- dora Santin. n

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=