Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020
28 Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 GÁS NATURAL o gás da primeira fase de Carcará será reinjetado, e o que é reinjetado não ge- ra impostos, arrecadação ou royalties”, afirma. “Avançamos muito pouco até agora.Oprazo de adequação da Petro- bras aoTCCémuito longo, e a demora na aberturadomercadopodenos fazer perdermais uma grandeoportunidade de desenvolvimento.” SÃO PAULO E RIO A Comgás, do grupo Cosan, vem investindo fortemente nesse senti- do. Só nos nove primeiros meses de 2019, a companhia apresentou um Capex de R$ 600 milhões. E tem pla- nos ambiciosos para os próximos dois anos. Serão R$ 2,937 bilhões até 2021. A maior parte dos recursos de- ve vir de um financiamento de R$ 2 bilhões do BNDES, aprovado em ja- neiro deste ano. Entre os objetivos, está a implementação de 1.000 km de redes, para conectar 100mil novos consumidores por ano, além da exe- cução de projetos que visam a segu- rança dos clientes da concessionária. No Rio de Janeiro, a Naturgy ain- da revisa os planos de expansão de 2019. Os últimos dados divulgados pela empresa apontavam investi- mentos previstos de R$ 283 milhões no ano passado, e planos para conec- tar 250 mil novos consumidores à re- de da empresa em cinco anos. BAHIA Mas os investimentos não se limi- tam a Rio de Janeiro e São Paulo. A perspectiva de abertura aquece os in- vestimentos de distribuidoras em to- doopaís.NaBahia,oplanode expan- são da Bahiagás prevê investimentos de R$ 600 milhões para implemen- tar 506,63 km de dutos até 2024, um crescimento de 50%namalha de dis- tribuição. O principal projeto é o Gás Sudoeste, Duto de Distribuição do Sudoeste da Bahia. Com um investi- mento de R$ 390 milhões, o gasodu- to de 306 km ligará 12 municípios na rota entre as cidades de Itagibá e Bru- mado, no Sudoeste baiano. A expansão também se dará pelos chamados gasodutos virtuais. Segun- do o diretor-presidente da Bahiagás, Luís Gavazza, para fazer chegar o gás até cidades comoVitória da Conquis- ta e Caitité, a empresa usará o GNL e, também, o gás natural comprimi- do (GNC). Gavazza também aposta no potencial do estado para viabilizar projetos de geração térmica a gás, pa- ra impulsionar o consumo. “O Polo de Camaçari, por exemplo, precisa de uma UTE para suprir a lacuna deixa- da pela UTE Chesf, que ficou obsole- ta”, argumenta. CEARÁ Já no Ceará, a Cegás planeja inves- tir R$ 225milhões emexpansão de re- des até 2024. Emum estado comuma malha de distribuição ainda modesta, serão 340 km de novos dutos, expan- dindo em 65% sua infraestrutura de rede nesse período. Com isso, a distri- buidora pretende triplicar o número de clientes conectados, chegando a 61 mil clientes em 2024. “Queremos dar mais densidade à malha nos municípios em que opera- mos, e expandir o serviço para cidades no interior”, explica odiretor-presiden- te da Cegás, Hugo Figueiredo. A inte- riorização do gás se dará inicialmente, com base na construção de sistemas isolados, atendidos por meio de GNL. Pelomenos, enquanto o gás natural da Bacia de Sergipe e Alagoas não entrar Dutos da Bahiagás, que prevê crescimento de 50% da rede até 2024
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