Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020

Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 29 em produção. “Acredito que o mode- lo de tarifas de transporte adotado ho- je nos gasodutos encareceria demais o fornecimentode gás doPré-Sal aqui no Ceará”, acrescenta o diretor. MARANHÃO O GNL também servirá de ba- se para a implementação do serviço de distribuição da Gasmar, no Ma- ranhão. A empresa ainda não conta com uma rede instalada, por isso assi- nou umprotocolo coma Golar Power para trazer GNL por meio de cabota- gem, pelo Porto de Itaqui, a partir de outubro deste ano. “Vamos interiori- zar o gás por meio de caminhões-tan- que”, explica o diretor-presidente da Gasmar, Deoclides Macedo. Inicialmente, a prioridade da em- presa são os mercados veicular e in- dustrial.“Acreditamos que o gás natu- ral pode impulsionar a economia do Maranhão”, afirma Deoclides. Segun- do ele, oGNL funciona como umata- lho, permitindo estabelecer o merca- do de gás no estado mais rapidamen- te. O presidente da Gasmar, no en- tanto, não descarta a possibilidade de buscar outras fontes de fornecimento, entre elas, o gás natural produzido na Bacia do Parnaíba. “Temos projetos para o futuro nesse sentido”. SANTA CATARINA No Sul do país, a SCGás divulgou recentemente o maior plano de ex- pansão de sua história. Serão investi- dos R$ 410 milhões até 2024 para im- plementar 432 km de dutos e aumen- tar em 30% a malha de distribuição da concessionária catarinense. O ob- jetivo é chegar a 12 novas cidades no interior do estado, agregando mais 20 mil clientes à rede da companhia. A empresa acredita que os efeitos das medidas de abertura do mercado de gás começarão a ser sentidos mais fortemente em 2021. A concessioná- ria catarinense pretende aproveitar o aumento da oferta nesse período pa- ra negociar melhores condições com os fornecedores. Por enquanto, a SCGás deve fechar umnovo contrato de curto prazo com a Petrobras para garantir o suprimen- to. Mas a ideia é aproveitar as oportu- nidades de novos ofertantes nos anos seguintes, para tentar comprar a mo- lécula com preços mais baixos. PARANÁ No Paraná, a Compagas vê se aproximar o final do período de con- cessão, em 2024. Por isso, a empresa projeta umcrescimentomais modes- to, de 6%na rede de distribuição, ho- je com 833 Km. Este ano, a conces- sionária paranaense deve investir R$ 23 milhões, buscando diversificar o mercado nos segmentos residencial, comercial e industrial, e otimizar os investimentos já realizados. Em 2019, o volume de consu- mo no Paraná chegou a 1,4 milhão de m3/d. De acordo com o plano de expansão divulgado pela companhia, a Compagás busca aumentar o con- sumo a partir da captação de novos clientes nos segmentos comercial, re- sidencial e industrial. Para o período de 2020 a 2024, a empresa espera agre- gar umvolume de 70mil m3/d ao vo- lume. Para 2020, a meta é chegar a 51 mil consumidores nos segmentos re- sidencial, comercial e industrial. RIO GRANDE DO SUL No Rio Grande do Sul, os inves- timentos da Sulgás chegam a R$ 279 milhões nos próximos cinco anos. O objetivo é implementar mais 423 Km de rede, aumentando a malha em cerca de 25%. O planejamento pre- vê a conexão de mais 43 mil clientes à rede, praticamente dobrando a base de consumidores no período. MATO GROSSO DO SUL A MSGás, por sua vez, espera im- plantarmais 250 Kmde dutos noMa- to Grosso do Sul até 2024. O investi- mento total é de R$ 141 milhões na extensão de um ramal para conectar a capital Campo Grande à Ribas do Rio Pardo, e na extensão da rede de Cam- po Grande até Dourados, passando por Sidrolândia e Maracaju. A expectativa era de que a MSGás assinasse o contrato para execução do projeto executivo dos Ramais Sul (tre- cho de aproximadamente 30 Km até Sidrolândia) e Ribas do Rio Pardo até março. Esses dois trechos representam investimentos de R$ 50 milhões e R$ 51 milhões, respectivamente. Segundo a companhia, as obras devem começar em 2021. Os novos ramais ampliam a presença da MSGás no polo entre CampoGrande eTrês Lagoas,que con- centra 90% do consumo de gás natu- ral no estado.Alémda futura fábrica de fertilizantes FAFEN-MS, a região conta com indústrias de celulose em opera- ção e com uma usina termelétrica co- mo âncora para o consumo de gás. n Obras de expansão da rede da SCGás

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