Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020

40 Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 EXPLORAÇÃO A retomada da perfuração da Exxon no país deve começar pelo bloco C-M-789, na Bacia de Cam- pos, arrematado na 15ª Rodada. A outra aposta se volta a Titã, área contratada no 5º leilão de partilha, em outubro de 2018. CENÁRIO ATUAL No momento, apenas Shell, Total e Petrobras mantêm unida- des de perfuração sob contrato no Brasil. A anglo-holandesa conta com o navio-sonda Brava Star, que vem executando campanhas nas áreas de Gato do Mato, Sul de Gato do Mato e Alto de Cabo Frio Oeste, enquanto a francesa afreta o DS-9, da Valaris Ensco, no campo de Lapa, sob contra- to até maio, quando será alocada para a Premier. A Petrobras tem 13 sondas em operação, afretadas da Ocyan (cinco), Transocean (três), Dia- mond (duas), Seadrill (uma), Etesco (uma) e Constellation (uma). Considerando-se a bai- xa de dois contratos da Diamond e um da Transocean e a entrada em operação das unidades por li- citar ao longo do ano, a tendên- cia é que a frota da petroleira se mantenha na faixa de 19 unida- des, ante o total de 22 a 23 em atividade no país. A companhia poderá voltar no- vamente ao mercado entre o fi- nal de 2020 e o início de 2021 pa- ra compensar a baixa expressiva de sua carteira de sondas progra- mada para o ano que vem, quando seis unidades terão seus contratos vencendo (duas da Ocyan, duas da Transocean, uma da Constellation e uma da Seadrill). O número de sondas a se- rem contratadas pela Petrobras no futuro dependerá, principal- mente, do desfecho da venda das sondas Urca, Frade, Arpoador e Guarapari da Sete Brasil para a Magni Partners. A expectativa é que a primeira delas será entre- gue em 2021. ANCORADAS NO RADAR Após meses de negociação, a Petrobras acertou o afretamen- to da Atlantic Star, da Constella- tion, para operação em lâmina d´água de 600 m. Programada para iniciar campanha no final do ano, a sonda ficará sob con- trato por três anos. Além disso, a petroleira lan- çou edital com foco em uma ou mais sondas ancoradas para 700 m de lâmina d´água e entrada em operação prevista para o fi- nal do ano. A Karoon, que comprou o campo de Baúna, em San- tos, está no mercado em bus- ca de uma sonda ancorada pa- ra o projeto. Voltada à lâmina d´água de até 500 m, a unidade será afretada pelo prazo de seis meses a um ano. A australiana fará uma cam- panha de work-over na área, programando perfurar ainda dois poços exploratórios na área de Patola, prospecto descoberto no ring fence do campo. A uni- dade em contratação entrará em operação no primeiro trimestre de 2021. Nova operadora do campo de Maromba, em Campos, a BW Offshore lançou uma RFI (soli- citação de Informações, na sigla em inglês) de olho em uma fu- tura campanha de perfuração de dois a três poços, possivelmente a partir de 2021. O navio-sonda Brava Star realiza campanhas exploratórias para a Shell no pré-sal

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