Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020

Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 39 ra contratar uma sonda no fim des- te ano. A empresa britânica pretende perfurar seu primeiro poço de parti- lha no último trimestre de 2021. A Premier Oil fechou, recen- temente, a contratação do navio- -sonda Valaris-DS9, da Valaris. A campanha envolverá a perfuração de um poço exploratório no bloco CE-M-717, na Bacia do Ceará, no prospecto de Berimbau/Maraca. Com a meta de perfurar seis po- ços a partir de 2020, a PetroRio já discute a contratação de uma son- da. As negociações mais avançadas estão direcionadas à semissubmer- sível Pantanal, que pertencia a ex- -Schahin, mas que, desde o início dos problemas judiciais do grupo, passou a ser gerenciada pelo ban- co ICBC. DIÁRIAS EM ALTA O aumento da demanda por sondas já impacta as taxas de afre- tamento, aproximando a realidade brasileira à do mercado internacio- nal. Enquanto, há até pouco tempo, os preços oscilavam entre US$ 135 mil/d e US$ 175 mil/d, hoje o pa- tamar médio já supera os US$ 200 mil/d, ante a média de US$ 250 mil praticada no exterior. A projeção é que, em 2021, as taxas ofertadas nas licitações brasileiras girem ao redor de US$ 300 mil/d. OPORTUNIDADES EM CURSO A atenção das empresas de per- furação está, por ora, focada em concorrências lançadas pela Petro- bras e Equinor. A norueguesa colo- cou na rua um bid para o desenvol- vimento de Carcará, que irá asse- gurar ao vencedor um contrato de quatro anos, com opções de exten- são para oito anos, tendo em vis- ta uma segunda etapa em Norte de Carcará. A campanha está prevista para 2021. Já a Petrobras contratará uma ou mais sondas com posiciona- mento dinâmico (DPs) com ca- pacidade para perfurar em lâmina d’água entre 2,4 mil m e 3 mil m. Os equipamentos serão destinados a projetos em consórcio e terão que estar prontos para operação em março de 2020. Os interessados po- derão disputar os contratos optan- do por dois prazos de afretamento: um de 365 dias e outro de 810 dias – em ambos os casos com apenas seis meses de prazo firme. Em janeiro, a estatal assinou contrato com a Constellation para afretamento do navio-sonda Ama- ralina Star, que ficará alocado, por três anos, ao projeto do bloco BM- -S-11, onde já está em operação ou- tra sonda do grupo, o Laguna Star. Em outra negociação direta, a petroleira brasileira acertou o afretamento do navio-sonda West Tellus, da Seadrill, também por dois anos. A unidade teve seu con- trato finalizado com a petroleira em outubro de 2019, iniciando um novo no mês seguinte, com campa- nha de estreia em Uirapuru – área de partilha na Bacia de Santos. Ainda em 2019, a Petrobras fe- chou a contratação de outras seis sondas: a Norbe VI, da Ocyan; Ca- rolina e Victória, da Petroserv; e Gold Star, Lone Star e Alpha Star, da Constellation. Afretadas por dois anos, elas começarão a operar até março de 2020. A ExxonMobil também está prestes a fechar o afretamento de uma sonda para o Brasil. O ne- gócio deve ser firmado com a Se- adrill, envolvendo o navio-son- da West Saturn, que deixou o país após concluir uma campanha para a Equinor. A petroleira pretende realizar, a partir de junho, campanhas explo- ratórias nas bacias de Campos, San- tos e Sergipe, incluindo dois poços firmes e três contingentes, o que in- dica período de afretamento de seis a oito meses. A petroleira tem pedi- dos de licenciamento ambiental no Ibama que podem render a perfu- ração de até 20 poços.

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