Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020
38 Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 EXPLORAÇÃO O mercado de perfuração em águas profundas no Brasil começa a notar os primei- ros sinais de aquecimento após a drástica redução do núme- ro de sondas sob contrato no país nos últimos anos. Projeções indi- cam que a frota em águas nacionais saltará de cerca de 15, ao final de 2019, para algo entre 30 e 35 unida- des entre 2022 e 2024. A retomada será alavancada so- bretudo pela Petrobras, que vêm priorizando as atividades no pré- -sal, mas grandes petroleiras pri- vadas, como a ExxonMobil, Equi- nor, Shell, Total, Premier e BP, já têm campanhas confirmadas para o período. Além de Campos e San- tos, estão previstas perfurações em bacias como a do Ceará e Sergipe- -Alagoas. Estima-se que a Petrobras terá que ir ao mercado, ainda em 2020, para afretar de uma a três sondas de perfuração. A expectativa é que Shell e Total tambémdemandem a contra- tação de novas unidades ou optem por estender contratos em curso. Outra empresa que pode refor- çar a atividade de perfuração nas áreas de partilha entre o final de 2020 e o início de 2021 é a Exxon- Mobil. O grupo planeja perfurar pelo menos um poço exploratório em Titã, bloco da Bacia de Santos adquirido na 5ª rodada. Já a BP, que opera a área de Pau Brasil, em Santos, irá ao mercado pa- VIRADA DA PERFURAÇÃO À VISTA Atividade no Brasil dá sinais de retomada, com perspectiva de duplicar o número de sondas em operação CLAUDIA SIQUEIRA Sonda Sevan Driller, da Seadrill, em águas brasileiras: companhia negocia com a ExxonMobil o afretamento de uma unidade
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