Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020
Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 37 terias para veículos elétricos. “Os equipamentos que dão suporte a essa demanda por energia limpa dependem de muitos dos metais encontrados nos nódulos e cros- tas polimetálicos marinhos”, ex- plicou o serviço geológico via as- sessoria de imprensa. Os trabalhos na ERG – que es- tá além das 200 milhas náuticas (370 km) originalmente previs- tas na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) brasileira – começaram em 2009, com o objetivo de aprofun- dar o conhecimento geológico, ge- ofísico e oceanográfico da área de águas ultraprofundas. Atualmente, a Comissão dos Limites da ONU avalia pleito do Brasil para reconhecer a ERG co- mo Plataforma Continental Jurí- dica Brasileira (PCJB). Enquan- to transita o julgamento, o Brasil detém a soberania sobre a região, de modo que a Autoridade Inter- nacional dos Fundos Marinhos (ISA), ligada à ONU, deixa de possuir jurisdição sobre ela, não podendo fechar novos contratos exploratórios na área. A ISA tem, hoje, um contrato de exploração de crostas ferro- manganesíferas ricas em cobal- to em vigor com o CPRM, com previsão de término em breve. Se a Comissão dos Limites da ONU negar o pedido do Brasil, e a re- gião voltar a fazer parte da área fora da jurisdição nacional, o pa- ís poderá voltar a firmar um no- vo acordo com a ISA, tendo pre- ferência para solicitar os blocos concedidos em 2015. As campanhas programadas para este ano serão feitas com o apoio do navio de pesquisa hi- droceanográfico Vital de Olivei- ra, embarcação da Marinha do Brasil adquirida pelo governo federal em parceria com a Vale e a Petrobras. n Expedições na Elevação do Rio Grande são feitas com o navio Vital de Oliveira Localização da ERG
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