Brasil Energia | Ed. 461 - Fevereiro, 2020

36 Brasil Energia , nº 461, 15 de fevereiro de 2020 TECNOLOGIA N o fim de janeiro, o Ser- viço Geológico do Bra- sil (CPRM) iniciou a pri- meira de três expedições programadas para 2020 na re- gião da Elevação do Rio Grande (ERG), a cerca de 1,5 mil km da costa do estado do Rio de Janei- ro. O objetivo é descobrir depósi- tos de recursos minerais que, fu- turamente, servirão como maté- ria prima para o desenvolvimen- to de tecnologias de energias re- nováveis e petróleo e gás, além de outros setores estratégicos, como as indústrias siderúrgica, química e aeroespacial. Entre as chamadas “terras raras” buscadas estão o cobalto, telúrio, manganês, titânio, ní- quel, cério e platina, encontra- dos em concreções associadas às rochas marinhas ou ao asso- alho oceânico, com teor de en- riquecimento que pode ultra- passar os da crosta terrestre em centenas a milhares de vezes. Por isso, esses elementos po- derão atender à demanda por propriedades mais avançadas na engenharia de materiais para painéis solares, baterias elétri- cas, supercondutores, sistemas avançados de laser, catalisado- res, imãs potentes e ferramen- tas de corte de precisão. Na indústria de óleo e gás, por exemplo, as terras raras têm apli- cação direta na confecção de partes das estruturas metálicas de dutos, com o cobre, que também é usado em válvulas de refinarias e na cons- trução de equipamentos sensíveis e de alta precisão, que demandam metais nobres para seus circuitos. O CPRM destaca, no entanto, que um dos maiores incentivos para olhar para os depósitos ma- rinhos é a crescente demanda por energias renováveis – notadamen- te, elétrica e solar, bem como ba- TERRAS RARAS PARA O&G E RENOVÁVEIS Serviço Geológico do Brasil busca, em águas internacionais, minerais que poderão servir como matéria prima para novas tecnologias JOÃO MONTENEGRO

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