Brasil Energia | Ed. 463 - Junho, 2020

Brasil Energia , nº 463, 30 de junho de 2020 23 D iante dos impactos da pan- demia no setor de óleo e gás, a Petrobras anunciou, no fim de março, que rene- gociaria contratos a fim de ajustar suas contas. Como mostrou a Bra- sil Energia em reportagem publica- da em abril, os alvos iniciais seriam as empresas de FPSOs, sondas, na- vios de lançamento de linhas (PL- SVs) e barcos de apoio e Unidades de Manutenção e Serviço (UMSs). A escolha não foi, é claro, feita ao acaso: afinal, esses grupos con- centram vultosos contratos junto à petroleira – a começar pelos opera- dores de plataformas de produção. Segundo dados públicos da Pe- trobras, a companhia tinha, até me- ados de maio de 2020, pouco mais de mil contratos de afretamento ativos, totalizando cerca de US$ 110 bilhões, além de parcelas de R$ 33 bilhões, € 731 milhões e Kr (coroas norueguesas) 297 milhões. Embora aproximadamente 70% sejam rela- tivos a navios ou barcos de apoio, são os 85 referentes a plataformas (incluindo um FSO, para armaze- namento de óleo), que têm maior peso financeiro na carteira da com- panhia, somando US$ 63 bilhões. Dentre eles, o de valor mais elevado é o de afretamento do FP- SO Cidade de Campos dos Goyta- cazes, da ordem de US$ 5 bilhões. Assinado com a Tartaruga MV29 B.V., afiliada da Modec, ele foi iniciado em 2018 e tem término previsto para 2038. A empresa com maior volume contratual na área é a Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), subsidi- ária holandesa da Petrobras, com US$ 32 bilhões em contratos. Em termos de sondas, há 47 contratos vigentes, sendo 36 em dólares (US$ 30,5 bilhões), cin- co em reais (R$ 14 bilhões) e seis em euros (€ 715 milhões). A maior parte desse valor, contudo, corres- ponde a contratos fechados com a Sete Brasil que, apesar de não te- rem saído do papel, constam co- mo “ativos” no banco de dados da Petrobras (seu futuro depende do atendimento das condições do acordo firmado entre as empresas no final de 2019). Afora esses casos, o mais alto é o da sonda Etesco VIII, da ordem de US$ 1,6 bilhão e a expirar em 2022. A Ocyan, por meio da Odebrecht Drilling e ODN I GMBH, responde pela maior fatia, com quase US$ 6 bilhões em contratos. Na parte de barcos ou navios, os 709 contratos se dividem da se- guinte forma: US$ 14 bilhões, R$ 17 bilhões, Kr 297 milhões e € 17

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=