Brasil Energia | Ed. 463 - Junho, 2020
NADA SE PERDE Resíduos e descartes para a geração de energia POR MARCELO FURTADO 70 Brasil Energia , nº 463, 30 de junho de 2020 rante um tempo e depois repassá-lo ao município de 120 mil habitan- tes. No momento, o projeto ainda está em licenciamento, segundo o diretor da RTB, Rafael Muniz. A usina paraense poderá tra- tar 25 t/dia de lixo, com gerador de energia de 500 kW. O proces- so também vai gerar cerca de 2,5 t/ dia de biocarvão. Sob investimento de R$ 15 milhões, a previsão inicial era assinar o contrato em janeiro e colocar a usina em operação em ju- lho, o que por conta da crise sanitá- ria sofreu atraso. Já a Zeg Ambiental conta com tecnologia de pirólise ultrarrápida. Segundo o diretor, André Tcherno- bilsky, o sistema se baseia em reator com um termodifusor que consegue resistir a altas temperaturas (de até 1000 o C) ao mesmo tempo em que transmite calor e energia de maneira eficiente, volatilizando a matéria em um instante de segundo. De acordo com Tchernobil- sky, o primeiro contrato foi fe- chado com a Nexa (ex-Votoran- tim Metais), um take or pay de dez anos (renovável por mais dez) para fornecer vapor para a plan- ta, com redução de 20% no cus- to. Há também outro projeto pra- ticamente licenciado em Minas Gerais e um sistema instalado em aterro sanitário, em escala comer- cial, para 2 t/h, suficientes para atender a uma cidade de 100 mil habitantes. O sistema da Zeg, em módu- los de 1,3 e 5 MW, é adaptado em contêiner de caminhão. A empresa faz todo o investimento, que inclui também o gerenciamento dos resí- duos e dos rejeitos da operação, e recebe pela energia. GASEIFICAÇÃO A tecnologia comercializada pe- la Weg, da Energia Limpa, é de ga- seificação. Desde 2017, há uma usi- na em operação em aterro sanitário de Mafra (SC) e, segundo o dire- tor Evandro Lopes, há mais quatro projetos em andamento, sendo dois em licenciamento, em São Paulo e no Paraná, outro em fase de finan- ciamento em Santa Catarina, e um no Rio Grande do Sul em início de termo de referência. Segundo ele, o primeiro, por ter sido pioneiro no Brasil, demo- rou quatro anos para ser licencia- do, mas a expectativa é de que os atuais sejam mais céleres. A usina em Mafra ainda não gera energia elétrica, apenas térmica. Os sis- temas são dimensionadas em 2,5 MW (6 t/h de resíduos, até 130 mil habitantes) ou 5 MW. n Trânsito de Caminhões de lixo entre as saídas de poços de biometano na Usina Dois Arcos, no Rio de Janeiro
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