Brasil Energia | Ed. 464 - Agosto, 2020
Brasil Energia , nº 464, 31 de agosto de 2020 51 a opção mais comum era de con- tratos de O&M parciais, nos quais por exemplo as substituições de componentes principais dos aero- geradores não faziam parte do es- copo do contrato, os prazos eram menores e os termos acordados de garantia de operação se baseavam na disponibilidade por tempo de geração das máquinas. Essa primeira estratégia foi sen- do substituída ao longo do tempo, na medida em que a geração eóli- ca crescia no país, gerando escala para novas ofertas de contratos de serviços pelos fabricantes, e tam- bém por conta do amadurecimen- to dos técnicos e empreendedores, que passaram a entender melhor as necessidades da operação no coti- diano dos parques. RENEGOCIAÇÕES Além dos contratos mais recen- tes, assinados nos últimos dois ou três anos, já serem concebidos em sua maioria com essa nova visão, muitos outros, fechados até apro- ximadamente 2014, foram renego- ciados. Isso ocorreu por exemplo com a Casa dos Ventos, que desde o começo de sua operação desen- volveu, implantou, operou e trans- feriu para outros geradores 1,1 GW de cinco complexos e atual- mente se encontra em fase de rein- vestimento para colocar em ope- ração mais 1,5 GW até 2023. Segundo revelou à Brasil Ener- gia o diretor de implantação e ope- rações da companhia, Thiago Re- zende, os primeiros contratos de O&M com os fornecedores, nos parques transferidos, eram par- ciais e foram depois renegociados,
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