Brasil Energia | Ed. 464 - Agosto, 2020

Brasil Energia , nº 464, 31 de agosto de 2020 65 E m meio a rumores sobre uma possível privati- zação, a Pré-Sal Petróleo (PPSA) segue traba- lhando normalmente no gerenciamento dos 17 contratos de partilha da produção vigen- tes. Entre os focos estão o fechamento do acordo de co- participação de Búzios, os acertos relacionados a Sépia e Atapu e a definição da nova estratégia para comer- cialização do petróleo da União. Em entrevista à Bra- sil Energia , o diretor-presidente da empresa, Eduardo Gerk, fala dos desafios da estatal, do relacionamento com a Petrobras e petroleiras privadas e dos projetos de Mero e Búzios, entre outros assuntos. Com que quadro a PPSA trabalha no momento? De 30 profissionais que tínhamos inicialmente pas- samos para 58 profissionais de livre provimento, mais os quatro diretores e alguns subcontratados nas áreas de TI [Tecnologia da Informação], helpdesk e secretá- rias. Hoje, somos 80 profissionais. Como fica o planejamento da PPSA, quando o ministro da Economia fala em privatizar a empresa até o final do ano? Como o Sr. enxerga essa questão? Isso já foi levado oficial- mente à PPSA? É preciso lembrar que somos uma empresa vin- culada ao Ministério de Minas e Energia, e é eviden- te que outras pessoas do governo podem falar da in- tenção de privatizar a empresa A e a empresa B. Na PPSA, não nos expressamos sobre políticas públicas, somos cumpridores de políticas públicas. É claro que, entre nós, podemos até conversar, mas não opi- namos sobre essas políticas. Ao invés de falar o que eu acho, posso contextualizar a situação, como o mi- nistro [do MME] Bento Albuquerque mesmo fez em uma live do Citibank. Temos 17 contratos assinados. Faço coro com ele. Somos uma empresa que tem um papel exclusivo e imprescindível. O contrato de par- tilha precisa de uma gestora estatal para reconhecer custos, comercializar o óleo etc. PPSA VÊ SEU PAPEL COMO EXCLUSIVO Diretor-presidente da Pré-Sal Petróleo comenta sobre os planos até 2021 e novas formas de comercializar o óleo da União POR CLÁUDIA SIQUEIRA

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