Brasil Energia | Ed. 464 - Agosto, 2020

Brasil Energia , nº 464, 31 de agosto de 2020 67 moto aos seus computadores. Esse problema já foi solucio- nado? Qual o estágio das negociações? Já estamos 100% operacionais com relação ao Petrel, que é o software de modelagem de reserva- tório, e ao TNavigator, que é o simulador de flu- xo do reservatório. Isso causou um atraso de qua- se 30 dias no prazo inicial que estimamos, mas sem prejuízo ao cronograma que o MME estipu- lou. Tivemos esse problema realmente, os técni- cos precisaram se afastar até que conseguíssemos operar remotamente. Houve um atraso, mas esta- mos rigorosamente em linha com a curva repla- nejada do ministério para que os nossos traba- lhos de Sépia e Atapu, uma vez acordado com a Petrobras, sejam finalizados já no começo do se- gundo semestre. Já estamos no começo do segundo semestre, Gerk. No começo agora, setembro ou outubro. Nosso plano, até lá, é já ter finalizado os trabalhos da determi- nação das participações da cessão onerosa e dos exce- dentes e do cálculo da compensação. O ex-diretor presidente da PPSA, Ibsen Flores, che- gou a defender a revisão do polígono do pré-sal pouco antes de deixar o cargo. Qual a opinião do Sr. sobre es- sa questão? Claudia, não me faça pergunta sobre posição políti- ca, polígono (risos)… Mas faz parte do cargo, não tem jeito. Isso é uma pergunta para o ministro Bento. Não tenho posicionamento. Sinceramente, prefi- ro não opinar. Prefiro pensar nos 17 contratos que tenho. São pelo menos 12 horas por dia de cada um de nós diretores. Nós nos falamos duas vezes por dia e estamos trabalhando muito mais. Aliás, quando vim para a PPSA, o almirante Bueno [Ro- berto Bueno, chefe de gabinete do ministro Bento Albuquerque] falou: ‘Tenho uma notícia boa e ou- tra ruim’. A notícia ruim era que eu iria trabalhar como nunca trabalhei na minha vida, e ele tinha razão. O tempo que eu tenho empregado à PPSA hoje não tem mais hora. É sábado, domingo, de madrugada estou lendo acórdão do TCU, portaria. É bastante trabalho. Felizmente. O Sr. aposta de fato na realização dos leilões de Sépia e Atapu em 2021, mesmo diante da pandemia e da crise do preço do barril do petróleo? O ministro Bento já declarou que será no segundo semestre de 2021. Afora Búzios, a tendência é que 2021 seja um ano mais de gestão do que está sendo consolidado em 2020? Isso. Vamos lembrar que Búzios está produzindo mais de 600 mil barris/dia, mais que 150 mil barris/dia por cada FPSO. Como recuperação de óleo, tem 80%pa- ra a partilha e também 15% de royalty, e sobram 5% da produção. Desses 5%, a PPSA tem 23%, que é o óleo- -lucro. Fazendo uma conta na “perna da calça”, seriam em torno de 6 mil barris/dia para a União logo que Bú- zios ingressar na partilha com o acordo de coparticipa- ção. Búzios vai ter esse comportamento de produção até o ingresso do FPSO Almirante Barroso, em 2022. Até quando o contrato com a Petrobras para a comer- cialização do óleo atende à demanda da PPSA e quando será preciso ir novamente ao mercado? Hoje, emandamento na PPSA, se estudamduas manei- ras novas de comercializar o óleo, além do leilão, em que já temos expertise . Temos em andamento a negociação com a Petrobras para agente comercializador, e, em paralelo, nos- sa equipe está desenvolvendo um modelo de licitação pa- ra agente comercializador. Dentro de 90 dias, teremos uma definição dessa próxima etapa de comercialização e quanto ao desfecho da negociação com a Petrobras ou, eventual- mente, o lançamento de uma licitação para agente comer- cializador. O contrato da Petrobras atende ao óleo de Sapi- nhoá e de Mero e vai até agosto de 2021. Algumaalternativa já semostramais competitivanomomento? Estamos analisando qual será a opção de melhor monta para União. Os dois estão na mesa agora e esta- mos analisando ambos igualmente. Existe o risco dessa questão não se resolver a tempo da produção de Búzios? Qual seria a solução para isso? O que vai acontecer em Búzios é que, entrando o acordo de coparticipação, nossa equipe também já está na mesa negociando com a Petrobras uma venda desse óleo, se tivermos que vender antes de qualquer acordo de agente comercializador. n

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