Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020
Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 21 Geração renovável O investimento em fontes renováveis de geração elétrica também faz parte das estratégias das petroleiras para descarbonização, principalmente no curto prazo. Das quatro companhias aqui citadas, destacam-se as ações recentes da Total e da Equinor. A Total tem a meta de chegar a 35 GW de fontes renováveis até 2025, sendo a eólica offshore flutuante uma prioridade. A companhia tem parti- cipação em quatro parques eólicos em desenvolvimento ao redor do mun- do, sendo o primeiro na Coreia do Sul, com capacidade de 2 GW; o segun- do no Reino Unido, com capacidade de 100 MW; o terceiro na França, com capacidade prevista de 30 MW; e o quarto no Brasil. Localizado no Rio Grande do Norte, o projeto prevê a construção de duas eólicas onshore denominadas Terra Santa, com 92,3 MW, e Maral, com 67,5 MW, da subsidiária Total Eren. As instalações devem entrar em operação comercial ainda neste ano. Por meio da Total Eren, também atua em energia solar no Brasil, ope- rando duas plantas fotovoltaicas em Bom Jesus da Lapa (BA), com capaci- dade de 25 MWp cada, e a usina fotovoltaica de Dracena (SP), formada por três unidades de 30 MWp, que opera desde agosto de 2019. A Equinor também tem especial interesse nas eólicas offshore, com a ambição de chegar aos 16 GWaté 2035. Recentemente, a norueguesa anunciou parceria es- tratégica com a BP para o desenvolvimento de dois parques eólicos nos EUA, um emNova Iorque e outro emMassachusetts, comcapacidade total de 4,4 GW. No Brasil, a Equinor submeteu ao Ibama pedido de licenciamento am- biental para os parques eólicos offshore de Aracatu I (RJ) e Aracatu II (en- tre o RJ e o ES), cada um com 2 GW, que pode chegar 2,33 GW. Em ener- gia solar, a companhia tem participação em usina que opera desde 2018 em Quixeré (CE), com 162 MW. Já a Shell, que está remodelando o seu portfólio de ativos com foco na transição energética, afirmou recentemente que prioriza o desenvolvimen- to de projetos fotovoltaicos no país, mas que não descarta a possibilidade de implantação de eólica offshore, algo que ainda está em estudo. Em abril, a anglo-holandesa encaminhou pedido de outorga à Aneel pa- ra a construção de 13 usinas fotovoltaicas no estado de Minas Gerais, com potência instalada conjunta de 480,7 MW. A Petrobras também estuda o desenvolvimento de painéis solares flexí- veis e de eólica offshore, mas são projetos a longo prazo, ainda sem muitos detalhes definidos. No caso da eólica offshore, a tecnologia seria usada pa- ra fornecer potência para as próprias operações da estatal, diminuindo as emissões de carbono. Em relação aos painéis solares flexíveis, os estudos são direcionados para aumentar a eficiência dessas infraestruturas, que são consideradas mais leves por usarem polímeros na sua constituição. As pesquisas são feitas no Cenpes. Usina solar BJL4 (25 MWp), da Total
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