Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020

Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 39 sam em optar pela autoprodução, uma tendência em alta para novos projetos eólicos. Embora a autoprodução – mo- delo em que o consumidor entra com participação no equity e em troca tem redução nos seus en- cargos possibilitados pela legisla- ção – atraia grandes empresas pa- ra firmar parcerias com empreen- dedores, por outro lado começa a se tornar comum casos em que o consumidor prefere evitar o ris- co de ficar dependente por muitos anos de apenas uma fonte, no ca- so a eólica, que pode não ser a me- lhor opção em algumas situações com o PLD horário. Esse receio tem convencido consumidores a trocarem a auto- produção por PPAs estruturados com várias fontes, em que o ope- rador assume a gestão do risco, se comprometendo a entregar a energia pelo valor contratado. Isso ocorreu recentemente, por exem- plo, com a AES Tietê, cujo portfó- lio é diversificado ainda com so- lar e hidrelétricas, e que está para anunciar um PPA corporativo que substituiu uma intenção inicial do cliente de entrar em sociedade de autoprodução em eólica. Segun- do Bernardo Sacic, mesmo com as reduções de encargos para a auto- produção, os cálculos demonstra- ram vantagem para o PPA. Apesar disso, há casos vantajosos para a autoprodução, principalmen- te para grandes consumidores onde a energia tempesomuito importante a ponto de dedicarem parte da própria cadeia de suprimentos para gerir o insumo, no longo prazo e sem riscos de submercado emodulação. Consu- midores que prefiram se focar no co- re business , mesmo que para isso pre- cisampagar umpoucomais para ter- ceirizar o risco ao operador, tendem a firmar PPAs no ACL. Um entre outros exemplos de autoprodução ocorreu por exem- plo com a produtora de cloro-so- da Unipar Carbocloro, que se tor- nará autoprodutora em sociedade com a AES Tietê assim que a pri- meira fase (155 MW) do comple- xo de Tucano estiver em operação em 2022. A energia para a produ- ção eletrointensiva de cloro-soda representa até 50% do custo ope- racional. A indústria química terá contrato de sociedade por 20 anos, para 60 MW médios, com entrada em vigor em 2023, sendo o investi- mento conjunto de R$ 1,29 bilhão. Um outro modelo de autopro- dução que equilibra mais o risco do investimento para as duas partes, com chance de ser mais replicado no futuro, está sendo adotado nos projetos da Casa dos Ventos. Trata- -se da “autoprodução por equipara- ção”, pela qual o consumidor, além de assinar um PPA tem a opção de se tornar sócio da usina quando ela entrar em operação. A vantagem desse modelo para o consumidor é que os riscos de custo, construção e da operação ficam com a Casa dos Ventos, que tem um pipeline de 1,5 GW para negociar em novos par- ques nos próximos anos principal- mente com esse tipo de modelo. n Lad. Madre de Deus, 13 – Gamboa Rio de Janeiro/RJ CEP: 20.221-090 (21)2518-2237 / info@hobeco.net WINDCUBE. A SOLUÇÃO MAIS AVANÇADA EM LIDARS PARA APLICAÇÕES EÓLICAS ONSHORE E OFFSHORE . Lad. Madre de Deus, 13 – Gamboa Rio de Janeiro/RJ CEP: 20.221-090 (21)2518-2237 / info@hobeco.net www.hobeco.net O LIDAR WINDCUBE , sensor remoto de referência na indústria eólica, líder de mercado no Brasil e no mundo, fornece medições de vento precisas e bancáveis com alcance de até 10 Km. É utilizado por desenvolvedores, produtores de energia, centros de pesquisa, consultores e fabricantes de turbinas em seus projetos ONSHORE e OFFSHORE. Está em conformidade com todas as normas e diretrizes internacionais, incluindo IEC, IEA, Measnet, TR6 e Stage 3 DNV-GL.

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