Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020
oferecido por operando equipamentos e todas precisam de seguros”, ressalta Sidney Cezarino, diretor de Pro- perty, Riscos de Engenharia, Ris- cos Diversos e Energy da Tokio Marine. Embora o foco seja o seg- mento offshore, o seguro cobre também operações onshore. A empresa possui o seguro cha- mado “Riscos de Petróleo” que en- volve a proteção de bens, equipa- mentos, instalações e responsabili- dade civil (terceiros), incluindo uni- dades de perfuração, exploração e armazenamento. Dentre os princi- pais serviços cobertos estão inter- venção em poços, mapeamento, prospecção, completação, hotela- ria e inspeção de equipamentos de combate a incêndio. De acordo com o executivo da Tokio Marine, os episódios que resultam em acionamento do se- guro são pouco frequentes na in- dústria do petróleo, gerando bai- xa sinistralidade. Apesar disso, em virtude de envolver opera- ções complexas com estruturas de alto custo, o seguro é uma ga- rantia para os clientes. Alexandre Herlin, especialista em direito empresarial, do Che- diak Advogados, que examinou apólices de seguro de petrolei- ras, classifica a atividade de per- furação como a mais crítica, espe- cialmente no ambiente do pré-sal. “Todas as fases de exploração, de- senvolvimento e produção têm de ser seguradas, inclusive des- comissionamento. Mas em águas profundas, os equipamentos uti- lizados são mais caros, precisam ser mais resistentes, então é ne- cessário ter seguro”. Operar sem a cobertura de se- guros é uma conduta não reco- mendada, segundo Marcia Cica- relli, sócia de seguros e ressegu- ros e João Almeida, sócio de pe- tróleo e gás, do escritório Dema- rest. “Os riscos são regulatórios e operacionais. Não contratar o seguro é um inadimplemento do contrato de concessão que pode gerar penalidades e a rescisão do contrato. Com relação aos aspec- tos operacionais o risco é a ocor- rência de sinistros de valores re- levantes sem a cobertura neces- sária, que podem ter consequên- cias desastrosas para empresas e em alguns casos significar o fim de suas atividades”, ressaltaram. Números do setor De acordo com a Susep (Su- perintendência de Seguros Priva- dos), nos últimos doze meses o volume de prêmio direto do mer- cado de seguros de petróleo foi de R$ 800 milhões. Já o prêmio médio anual dos últimos dez anos foi de R$ 508 milhões, segundo a autarquia. O prêmio do seguro é a quantia pa- ga à seguradora por quem con- trata apólice, como forma para assegurar o usufruto dos benefí- cios previstos no acordo. Apesar do valor considerável, o segmento de riscos de petró- leo representa uma parcela ain- da pequena no mercado de se- guros em geral. Segundo a Su- sep, o ramo de seguro de riscos de petróleo representou nos últi- mos 12 meses, 0,72% do total de prêmios diretos do mercado. Na indústria do petróleo as ope- radoras de plataformas geralmen- te contratam seguros por exigên- cia dos investidores, em razão dos altos aportes envolvidos. No seg- mento de serviços, principalmen- te nos polos estratégicos em cida- des como Macaé (RJ), Santos (SP), boa parte das empresas prestado- ras de serviço é segurada, mas há ainda oportunidades. Como exem- plo, as atividades de descomissio- namento de ativos offshore que ocorrerão com mais frequência nos próximos anos, principalmen- te na Bacia de Campos. Quer saber mais sobre o Seguro Riscos de Petróleo Tokio Marine? CLIQUE AQUI
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