Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020
Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 51 A decisão da Total de se des- fazer de cinco blocos na Foz do Amazonas, venden- do sua participação nas áreas à Petrobras, lançou mais um caminhão de dúvidas sobre esta que é a área de fronteira que cobra os mais altos riscos sem prometer prê- mios no mesmo patamar. Mais do que impor incertezas às cinco áreas arrematadas em 2013, na 11ª roda- da, pelo consórcio formado pela pe- troleira francesa, a Petrobras e a BP, a medida coloca à prova o futuro da atividade de E&P na região. Na prática, a iniciativa ameaça ter efeito cascata sob os outros qua- tro blocos operados na região pela Enauta, PetroRio (Brasoil) e BP. E a depender dos novos capítulos de uma novela que se arrasta desde que o então presidente Sarney anunciou a região como um Mar do Norte tropical, o cenário pode dificultar ainda mais a já remota possibilida- de de realização de novas ofertas de áreas em futuros leilões da ANP. Com a Total fora do negócio, as atenções de voltam para o que pen- sa fazer a Petrobras. Os desdobra- mentos do posicionamento da pe- troleira brasileira em relação aos cinco ativos serão decisivos para ditar os rumos da atividade na Foz do Amazonas e, quem sabe, até de outros blocos localizados em bacias vizinhas da Margem Equatorial, que também enfrentam dificulda- de no processo de licenciamento ambiental. Se optar por manter os cin- co blocos em carteira, assumin- do a operação dos ativos, a Petro- bras sinalizará ao mercado que se- gue apostando no potencial da área Na imagem de satélite, a Foz do Amazonas, Marajó e as franjas do litoral na bacia Pará-Maranhão.
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