Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020
64 Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 SOLAR logística da empresa, Eduardo Hen- rique Rachelle, informou ainda que a companhia possui uma frota de 15 veículos sem abrir mão de transpor- tadoras parceiras. A We Brazil Energy também re- cebe os equipamentos pelo Porto de Santos e tem seu centro logístico em Campinas (SP). A empresa usa seus próprios caminhões e também con- trata transportadoras. GERAÇÃO CENTRALIZADA Quando se trata da geração centralizada, a logística é diferen- te. São 3,1 GW em operação, com maior concentração em Minas Ge- rais, Bahia, Pernambuco e Ceará e as usinas em implantação recorrem a mesma lógica das usinas já implan- tadas; as geradoras costumam com- prar os equipamentos direto dos fa- bricantes e usam regularmente o porto mais próximo da área do pro- jeto para reduzir custos, garantir agi- lidade e produtividade. A Atlas Renewable Energy, por exemplo, testa os equipamentos em seu laboratório antes de levá-los aos sites dos clientes. “Diante da dinâ- mica de escolha e testagem, às vezes os equipamentos são comprados pela própria empresa e outras vezes equipamentos validados por nossa equipe de controle de qualidade po- dem ser adquiridos pela contratada epecista”, disse a empresa em nota. As principais rotas logísticas dos importados daChina sãoSalvador,Vi- tória ou Fortaleza, de onde os equipa- mentos seguematéos locaisde instala- ção sob a responsabilidade da própria Atlas oupela epecista contratada. A empresa hoje opera quatro UFVs na Bahia e no Ceará - São Pe- dro (67 MW), Sertão Solar Barrei- ras (117 MW), Engenheiro Manoel de Andrade (167 MW) e Sol do Fu- turo (81 MW) - e está implantan- do dois novos projetos: uma usina para a Anglo American (9 TWh em 15 anos) emMinas Gerais, com iní- cio previsto para 2022, e outro para a Dow, na Bahia, (440 GWh/ano). PRODUÇÃO NACIONAL A produção nacional de equipa- mentos fotovoltaicos ainda é pouco expressiva, atribuída pelos fabrican- tes e desenvolvedores ao tratamen- to tributário desfavorável na compa- ração com os produtos importados. Até agosto, 20%das células nãomon- tadas importadas este ano chegaram através do aeroporto de Viracopos (SP), enquanto em2019 foram7,5%. Esse aumento pode estar relacio- nado com a expansão da produção de painéis solares pela BYD no país. Em março, a empresa anunciou que iria ampliar sua produção de painéis e abrir umsegundo turnode trabalho em sua fábrica de Campinas. A com- panhia pretende produzir 250 MW emmódulos neste ano ante 125MW produzidos em2019. LOGÍSTICA INTERNACIONAL A logística internacional é outro fator que vem impactando as im- portações de equipamentos de ge- ração solar, devido à alta do dólar e dos fretes. “Esperamos que em no- vembro o valor do contêiner abai- xe e esteja entre US$ 1.500 e US$ 2.000. Hoje estamos pagando cerca de US$ 3.800 e, em alguns casos, até US$ 4.000”, revelou Teixeira, lem- brando que antes da pandemia o contêiner custava, em média, US$ 1.400. O frete internacional, segun- do ele, reflete em 10% no aumento no preço dos equipamentos para o consumidor brasileiro. n
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