Brasil Energia | Ed. 466 - Dezembro, 2020

20 Brasil Energia , nº 466, 1 de dezembro de 2020 NAVAL E OFFSHORE tação global de 10 FPSOs por ano no mundo. Cautelosos, executivos do seg- mento de FPSOs demonstram maior confiança em projeções mais conservadoras e condizentes com o novo cenário. Embora a es- timativa de encomendas seja me- nor, existe consenso de que, dian- te da crise, o Brasil ganhou ainda mais relevância nesse segmento frente a outros países, respaldado pelos projetos do pré-sal. As encomendas garantirão a movimentação de montantes anuais no Brasil de US$ 4,5 bi- lhões a US$ 7,5 bilhões. O ca- pex dos FPSOs de médio a gran- de porte a serem demandados no país oscila entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,5 bilhões. TUDO OU NADA A despeito das diferentes proje- ções, prevalece o consenso de que os próximos dez a 15 anos serão decisivos para ampliação mais ex- pressiva da carteira das operadoras de FPSOs e das empresas interes- sadas em contratos de EPC. Tendo em vista o cenário futuro de trans- formação, a contratação de grandes unidades de produção tende a ser esporádica e não mais rotina, como ocorre atualmente. Grandes operadoras de FPSO estimam que, a partir de 2031, as companhias atuarão muito mais voltadas à gestão de operação dos contratos já firmados do que na busca por novos negócios. A aposta é de que a perspectiva de longas lis- tas de novos FPSOs passem a figu- rar como resquício do passado. PETROBRAS NO TOPO Mantendo a previsão original, a Petrobras seguirá liderando a maior parte dos processos de con- tratação dos novos FPSOs no Bra- sil e, possivelmente, no mundo. No horizonte 2021-2025, a petroleira irá lançar editais para contratar no- vas unidades de produção de gran- de porte para os projetos de Sergi- pe Águas Profundas, Búzios e ou- tros sistemas do cluster do pré-sal de Santos. O primeiro edital da Petro- bras em 2021 deverá ser de um FPSO de 100 mil barris/dia para águas de Sergipe. Estima-se que a contratação da unidade seja fei- ta sob o modelo de BOT ( Build, Operate and Transfer ), no qual o afretador constrói, opera por três a cinco anos e, depois, repassa o navio-plataforma para o opera- dor do campo. A experiência da Petrobras com BOT ainda é tímida. Os úni- cos projetos desenvolvidos até hoje foram o da P-57, original- mente contratada com a Modec, e da P-63, que ficou a cargo da BW Offshore. Outro bid que tende a ser lan- çado no mercado no curtíssimo prazo, entre 2021 e 2022, é o do FPSO de Búzios 9, programa- do para ser equipado com plan- ta para 225 mil barris/dia de óleo e 12 milhões de m³/dia de gás. Tanto o sistema da Bacia de Santos quanto o do Nordeste fi- caram fora do Plano Estratégi- co (PE) da Petrobras 2021-2025, mas devem entrar em operação possivelmente em 2026. Cabe lembrar que o novo PE da petroleira não contempla nenhum sistema além dos já contratados ou com licitação/negociação em curso. BÚZIOS NA LIDERANÇA No rastro de Búzios 9, o mer- cado espera também a contratação do FPSO de Búzios 10. Carro-che- fe dos projetos de produção da Pe- trobras, o campo demandará, até o final da década, a contratação de quatro novos FPSOs de grande porte para as fases 9, 10, 11 e 12. A despeito de diferentes projeções, há consenso de que os próximos 10 a 15 anos serão decisivos para ampliação mais expressiva da carteira das operadoras de FPSOs e das empresas interessadas em contratos de EPC

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