Brasil Energia | Ed. 466 - Dezembro, 2020
Brasil Energia , nº 466, 1 de dezembro de 2020 21 Cada unidade terá capacida- de para produzir 225 mil barris/ dia de óleo e 12 milhões de m³/ dia de gás. Existe a expectativa de que a Pe- trobras licite em breve os FPSOs de Búzios 11 e 12. Os mais otimis- tas projetam a contratação das du- as últimas unidades do projeto pa- ra 2023. Até o momento, a Petrobras não definiu a modalidade de contrata- ção das futuras unidades de Búzios, se será formatada sob regime de EPC ou de afretamento. A escolha dependerá, em muito, do resultado dos processos em curso. NEGÓCIOS ATUAIS A companhia brasileira con- duz processos de contratação pa- ra cinco FPSOs: um para Mero 4, um para o Parque das Baleias e três para Búzios, sendo dois na modalidade de EPC para a P-78 e P-79, destinados às fases 7 e 8, respectivamente, e um sob o es- copo de negociação direta com a SBM para o afretamento do FPSO Almirante Tamandaré (fase 6). Juntas, essas unidades irão asse- gurar à Petrobras uma capacida- de instalada de produção de cerca de 900 mil de barris/dia de óleo. Programado para entrar em operação em 2024, o FPSO Almi- rante Tamandaré será a maior uni- dade de produção do Brasil, com planta de 225 mil barris/dia de óleo, trazendo a reboque depois outros quatro sistemas desse por- te. As maiores plataformas em ope- ração da Petrobras têm capacidade para 180 mil barris/dia. A contratação efetiva desses cinco FPSOs irá ocorrer entre 2021 e 2022. LISTA DE PESO No que diz respeito às novas unidades, além das quatro de Búzios que ainda terão seus edi- tais lançados, a Petrobras irá ao mercado para contratar outros oito FPSOs. As 12 novas plata- formas agregarão uma capaci- dade instalada adicional de 2,14 milhões de barris/dia de óleo e 113 milhões de m³/dia de gás, o que representa, respectivamen- te, 74% e 86% dos atuais volu- mes de produção do país. A lista dos 12 FPSOs não foi inserida no Plano de Estratégico, mas promete compor o crono- grama de novos projetos até o fi- nal da década. Os sistemas serão instalados nas áreas de Sépia (fa- se 2), Atapu (módulo 2), Suru- ru e Lula. A projeção contempla também FPSOs para áreas que ainda não tiveram descobertas e sequer foram perfuradas, como Aram, Três Marias, Uirapuru e Sagitário (BM-S-50). ALÉM DA PETROBRAS Outras petroleiras também es- tão realizando suas contratações. Em 2021, a Shell receberá as pro- postas para afretar um FPSO de 90 mil barris/dia para Gato do Mato, na Bacia de Santos. Já a Equinor, após contratar o FPSO de Bacalhau 1 à Modec, começa a discutir as bases de ne- gociação da segunda unidade do campo com a afretadora japone- sa. Em relação à petroleira no- rueguesa, o mercado também aguarda o lançamento do bid pa- ra o FPSO de Pão de Açúcar, en- tre 2022 e 2023. Por sua vez, a ExxonMobil não definiu ainda os modelos de seus projetos potenciais. Além das grandes unidades, há também o FPSO de médio porte da Karoon para a Bacia de Santos. Ou- tra possibilidade pode vir da Enau- ta, caso a petroleira confirme a de- cisão de prosseguir com o projeto definitivo de Atlanta. n FPSO Cidade de Ilhabela
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=