Brasil Energia | Ed. 466 - Dezembro, 2020

28 Brasil Energia , nº 466, 1 de dezembro de 2020 NUCLEAR O futuro da geração nuclear no Brasil não está definido no planejamento de longo prazo do setor elétrico. De prático, há uma sinalização no Pla- no Nacional de Energia 2050. Ain- da em consulta pública, o estudo considera a instalação de 8 a 10 GW da fonte nas três próximas décadas, como suprimento energético firme. As usinas têm ciclo longo de construção, de 7 a 8 anos, já con- siderando eventuais – porém fre- quentes - atrasos pelo caminho. Is- so, além da indefinição de uma po- lítica do poder concedente, a União através do MME, dificulta a inclu- são da fonte nos planos decenais. Nesse contexto, Angra 3 (RJ, 1.405 MW), com previsão de ope- ração en 2026, ainda é o que há de mais concreto no Brasil para ex- pansão nuclear. Depois de tantos percalços, a usina só não foi para- lisada por completo porque a Ele- tronuclear precisa dar manuten- ção às toneladas de equipamen- tos estocadas, que já custaram cerca de R$ 7 bilhões aportados, incluindo a parte civil executada. Por isso, ninguém lá gosta muito da palavra “retomada”. O trabalho nunca parou. A conclusão de Angra 3, com aportes de mais R$ 15 bilhões, tem defensores não só entre quem en- HÁ MUITOS PRÓS MAS A COMPETIÇÃO COM OUTRAS FONTES NÃO DÁ ESPAÇO POR ANTONIO CARLOS SIL

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