Brasil Energia | Ed. 466 - Dezembro, 2020

46 Brasil Energia , nº 466, 1 de dezembro de 2020 GNL O GNL é o coringa no bara- lho do Novo Mercado de Gás. Uma oferta flexível, que abre a possibilidade de for- necimento de qualquer parte do pla- neta para atender o crescimento da demanda no país. Atualmente, o pa- ís conta com quatro terminais de re- gaseificação. Mas há outros projetos saindo do papel. Umdosmais avançados é oTermi- nal de GNL do Porto do Açu, no lito- ral Norte Fluminense, com capacida- de para 21 milhões de m 3 /d. O proje- to pertence à GNA, consórcio forma- do pela Prumo Logística, BP Energy e Siemens. Apesar do atraso nas obras, causado pela pandemia, o cronogra- ma de inauguração da usina térmica GNA 1, que ancora o projeto do ter- minal, está mantido para 2021. Principal player privado do país neste segmento, a Golar Power ope- ra uma FSRU (Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação, na sigla em inglês), em Porto Sergi- pe. Alémdisso, a empresa participa da construção de um novo terminal em Barcarena, no Pará, projeto ancorado emuma térmica a gás da Centrais Elé- tricas de Barcarena (Celba). O termi- nal terá capacidade para regaseificar até 20 milhões de m 3 /d, e armazenar até 170 mil m 3 de GNL. O terminal está em fase de proje- to de engenharia, e espera-se que as obras tenham início em 2021. A ideia é concluir a construção antes da usi- na e começar a comercialização de GNL no primeiro semestre de 2022, e para isso a Golar já conta com dois grandes clientes, a distribuidora Gás do Pará e a Alunorte. O outro projeto da Golar é a cons- trução de um terminal de regaseifi- cação na Baía de Barbitonga, em São Francisco do Sul (SC) em Santa Cata- rina. O chamado Terminal Gás Sul es- tá em fase de licenciamento ambien- tal, e a empresa planeja iniciar a ope- ração comercial em 2022, oferecendo 15 milhões de m 3 /d no mercado, um aumento de 40% na oferta de gás na Região Sul do país. A empresamantémo projeto, ape- sar da incerteza quanto à construção de uma usina térmica da Engie, com 600 MW, que funcionaria como ân- cora de consumo para o novo termi- nal. A Golar considera que o TGS se- ria sustentável, mesmo que a unidade de geração térmica não saia do papel. O mesmo não poderia ser dito da construção de outro terminal de GNL no Sul do país, mais precisamente no litoral do Paraná. O projeto está em es- tudos pelaCopel, emconsórcio comin- vestidores privados. O projeto prevê a construção de umterminal de regaseifi- cação, ancorado em uma usina térmica a gás natural. A localização mais prová- vel seria emPontal do Sul, uma vez que O CORINGA DO MERCADO Maioria dos projetos de terminais de GNL está vinculada à instalação de usinas térmicas a gás, capazes de dar sustentabilidade aos empreendimentos POR CARLOS VASCONCELLOS

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