Brasil Energia | Ed. 466 - Dezembro, 2020

70 Brasil Energia , nº 466, 1 de dezembro de 2020 GÁS USINAS A ÓLEO Outro mercado ao qual os for- necedores estão atentos é o de subs- tituição de usinas a óleo combustí- vel, diesel e carvão. “O potencial é enorme, um mercado com mais atores e com mais possibilidades. Além disso, com mais investimen- tos tende a acelerar a transição de turbinas a óleo para turbinas a gás aumentando o consumo e permi- tindo que se possa melhor utilizar as reservas de gás associado do Pré- -Sal”, avalia Kessler. Atualmente, há cerca de 4,4 GW em operação de térmicas com esses combustíveis mais caros e mais po- luentes e a projeção é que essa ca- pacidade seja reduzida para ape- nas 300 MW até 2030, com a desa- tivação ou troca de combustível das usinas. Meniuk, por sua vez, observa que a conversão em si não é necessaria- mente uma grande oportunidade de negócios. “Trata-se em geral de mo- tores geradores pequenos, e de be- nefício limitado em sua conversão”, justifica. Segundo ele, essas térmicas desempenham papel de energia de reserva, e entram para cobrir picos de demanda do sistema. Por isso, Meniuk defende que antes de pensar na simples substi- tuição, é necessário verificar a com- petitividade entre soluções que possam suprir a demanda presen- te e futura do sistema. A aposta da GE parece mesmo ser nas usinas de grande porte. De toda maneira, Meniuk vê um cenário positivo para o seg- mento térmico nos próximos anos, não apenas com projetos novos. Há oportunidades, por exemplo, na área de serviços, inclusive implementan- do soluções de upgrade para térmi- cas em operação. “Podemos pensar em serviços como resposta rápida, entrada e saída do sistema em tem- pos curtos, reserva rodante etc. Pa- ra cada um dos serviços relevantes, o planejador poderia atribuir valor, e buscar no mercado os ofertantes que busquem as tecnologias ade- quadas, e mais competitivas para es- tas necessidades”, enumera. n

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