Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 103 POR MARCELO FURTADO F ormada por cerca de 80 fa- bricantes de subcomponentes e componentes que suprem também por volta de 80% das necessidades locais das seis montadoras de turbinas estabelecidas no país, a ca- deia de fornecedores eólicos vive um di- lema quanto aos rumos que deve tomar nos próximos anos. Depois de ter passado um período de baixíssima ocupação em suas fábricas, entre 2016 e 2017, época de forte retra- ção na economia, o setor viu de uma ho- ra para outra os pedidos começarem a se multiplicar, a partir de 2018, para aten- der aos vários projetos voltados para o mercado livre, para onde muitos consu- midores iniciaram verdadeiro êxodo. E esse ritmo de investimentos tem a promessa de se manter provavelmente até 2024, para suprir a migração ain- da em curso para o ACL, na esteira da abertura gradual do mercado instituída pela Portaria MME 465/2019. Com esse cenário, segundo estudo da consultoria Wood Mackenzie, entre 2020 e 2024 o mercado livre promete agregar 5 GW de capacidade de geração eólica no país. Complexo Eólico São Fernando, no Rio Grande do Norte, da Enerfín

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