Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 107 contrato de fornecimento com a Casa dos Ventos, para o projeto Babilônia, da Bahia, em um total de 80 turbinas, tota- lizando 360 MW, para entrega prevista no segundo semestre de 2022. Nordex opta por 5,7 MW Já a alemã Nordex conseguiu em janeiro o credenciamento no BNDES do seu novo modelo N163/5.X, plataforma de aeroge- rador com opção de potências de 5,5 MW a 5,7 MW, o maior da empresa no mundo e lançado globalmente em 2020. De acor- do com o diretor da Nordex no Brasil, Fe- lipe Ramalho, para obter o credenciamen- to no Finame do aerogerador, o processo, que durou todo o ano passado, envolveu antes o credenciamento de 23 componen- tes nacionais de seus fornecedores, sen- do 21 internos da nacele. Foi também cre- denciada as pás de 81,5 metros, que serão produzidas já a partir de fevereiro pela Ae- ris, em Pecém (CE). Já a nacele será produzida na fábrica da Nordex em Simões Filho, na Bahia, onde a empresa já montou mais de 700 delas para seus aerogeradores instalados no país desde 2012 (os modelos AW116, AW125 e AW132). Outro componente produzido pela própria empresa, em fábricas próprias e itinerantes, próximas aos parques, são as torres de concreto. Com duas em opera- ção, em Lagoa do Barro (PI) e Areia Branca (RN), para parques nas regiões, no primei- ro semestre deste ano a empresa erguerá uma terceira em Ubiaí, na Bahia, para su- prir as torres do primeiro projeto vendido com os aerogeradores de 5,7 MW, o com- plexo Ventos de Santa Eugênia, da Sta- tkraft, de 519 MW, na mesma cidade baia- na e que terá 91 turbinas N163 com diâ- metro de rotor de 163 metros. De acordo com Ramalho, a opção pe- las fábricas itinerantes de torres de con- creto tem a ver, em primeiro lugar, com os ganhos logísticos. A planta a ser erguida em Ubiaí, por exemplo, ficará a cerca de 5 km da entrega no complexo da Statkraft. Caso optasse pelas torres de aço, os cus- tos com transporte subiriam muito. Ou- tra vantagem da torre de concreto, ainda segundo o executivo, é o baixo custo de manutenção em comparação com as de Cenário pode provocar nos próximos anos investimentos de última hora, sem planejamento

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=