Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
106 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 EÓLICA o mercado se mantém com aproxima- dos 4 GW em projetos ao ano desde 2018 e até 2024. Os cinco principais fabricantes estão com novos modelos acima de 4 MW, sen- do a Vestas a mais adiantada, com entre- gas em andamento desde o começo de 2020 e as demais com pedidos fechados e entregas marcadas entre 2021 e 2022 – GE, Siemens Gamesa, Weg e Nordex. Uma sexta, a Wobben/Enercon, sem modelo acima de 4 MW no país para ser creden- ciado, está com atuação tímida, se desfez de ativos (fábrica de pás foi vendida para a Aeris) e dá sinais de que deve sair do país. A Vestas, com 4 GW de capacida- de instalada ou em construção na sua fábrica em Aquiraz (CE), está próxima das mil turbinas V150 de 4,2 MW enco- mendadas, já tendo ultrapassado o pri- meiro GW no fim do ano passado. O bom desempenho no país até pro- vocou uma inovação específica da em- presa dinamarquesa para o mercado lo- cal. Em novembro, a Vestas anunciou o início da oferta de um aerogerador de 4,5 MW, cuja fabricação no país se dará na mesma plataforma V150, o que de- mandou esforço dos técnicos locais e do conhecimento adquirido ao longo dos anos com o recurso eólico brasileiro. O desenvolvimento, segundo explicou o diretor de vendas da Vestas, Eric Rodri- gues, foi possível dentro do conceito de escalabilidade, ao se obter, com mesmo drive-train e nacele, a replicação da pla- taforma para distintos rotores. Nesse con- ceito, a empresa já vinha “escalonando” a plataforma V150 desde 2012, quando a lançou como de 3 MW e rotor com 112 metros de diâmetro. Em 2017, o aeroge- rador da plataforma passou para 4,2 MW e 150 metros de rotor, o que até então foi definido como a última geração da V150. Segundo Rodrigues, no Brasil a opção em expandir ainda mais a potência dentro da plataforma foi por conta das restrições de conteúdo local para credenciamento do aerogerador para financiamento no BNDES. Trazer uma outra plataforma pa- ra expandir a potência demandaria outros diâmetros de rotores, o que tornaria a na- cionalização mais demorada e cara. A al- ternativa, explica, foi a equipe de enge- nharia se reinventar com versões de torres diferentes, customizando-as para os pro- jetos específicos conforme o perfil eólico do parque, o que tornou possível passar para a potência de 4,5 MW. A Vestas trabalha com três fornece- doras de torres de aço: a Torrebras, de Camaçari (BA), a TEN, de Jacobina (BA) e a Gestamp, de Suape (PE). Para a no- va versão de 4,5 MW, a empresa já tem Aerogeradores da CPFL
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=