Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 105 caso da Weg é a plataforma AGW4.2, de 4,2 MW, que deve ser produzida até o fim de 2021, já que a empresa cata- rinense tem contrato assinado com a Aliança Energia para 43 aerogeradores em quatro parques eólicos prometido para início de entrega ainda neste ano. Diante da baixa confiança na retoma- da econômica, Silva identifica o risco de se fazer grandes investimentos na pro- dução, que demandam meses de cola- boração entre as empresas, para desen- volver novos moldes, usinagens e fundi- ções, depois deixá-la ociosa. Nem mes- mo uma possível compensação via ex- portações de aerogeradores seria alter- nativa, já que o Custo Brasil ainda é (e deve permanecer) obstáculo para tornar a cadeia competitiva globalmente. Na opinião do dirigente, os projetos para o ACL e a extinção nos descontos do fio para outorgas posteriores ao pra- zo-limite de 31 de agosto de 2021, es- tabelecida pela MP 998 e que provocou uma corrida de novos projetos interes- sados em manter os subsídios, apenas devem atrasar um pouco o problema provocado pelo chamado efeito PIB. Novos aerogeradores   A despeito das incertezas com o mé- dio e longo prazo, as empresas no mo- mento correm para atender vários pedi- dos já assinados para seus aerogerado- res mais potentes, com pás de 70 a até 80 metros, torres maiores e personaliza- das para os projetos e naceles e demais componentes mais pesados. Em média, PERFIL DOS PARQUES EÓLICOS BRASILEIROS EM TERMOS DE POTÊNCIA NOMINAL MÉDIA E QUANTIDADE ACUMULADA DE AEROGERADORES 1999-2024, EM MW Fonte: Cognitio/GIZ

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