Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
114 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 PETRÓLEO dos e pelo conhecimento geológico das bacias brasileiras é uma esperança irre- al. A gente acaba perdendo o timing. Outras regiões com campos confirma- dos acabam atraindo os investidores”, explica Izaias. Possíveis soluções Existem diversas soluções para este cenário, que vão do reprocessamento de dados até ao incentivo ao ambien- te de negócios onshore, como o Rea- te 2020. O reprocessamento dos dados antigos por meio de novas tecnologias talvez seja uma das soluções com maior custo-benefício. “É importante aplicarmos tecnolo- gias para o reprocessamento de dados, para que consigamos extrair mais infor- mação. Talvez uma decisão anterior de não fazer investimento em determina- da área faça sentido hoje, por meio de novas imagens”, afirma Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Fir- jan e diretora geral da Organização Na- cional da Indústria do Petróleo (Onip). A executiva também defende que o go- verno tenha uma diretriz mais clara em relação aos levantamentos geológicos e geofísicos, além de uma maior autono- mia por parte dos estados. Já o secretário-executivo da Associa- ção Brasileira de Produtores Indepen- dentes de Petróleo e Gás Natural (Ab- pip), Anabal Santos, defende menos restrições regulatórias e mais celerida- de no licenciamento ambiental como algumas das soluções para o aumen- to do investimento privado no onsho- re. Para o engenheiro, o leilão de blo- cos regionais poderá ser um dos novos marcos para a atividade exploratória terrestre, se for bem sucedido. O pla- no, que ainda está sendo estudado pe- la ANP e MME, prevê a licitação de blo- cos com proporções maiores às usuais – entre 7 mil km² e 36 mil km² – ou se- ja, de extensões “regionais”. Por fim, Izaias argumenta que os in- vestimentos governamentais serão ne- cessários para que o ambiente onshore se mantenha e a atratividade do mesmo seja tão interessante quanto o offshore. “A descoberta do pré-sal só foi possí- vel porque tivemos descobertas terres- tres antes. O crescimento da indústria e da produção marítima foi financiado pela produção terrestre. Valeria a pena se todo esse investimento voltasse para o onshore. Parte do PD&I desses contra- tos poderia servir para a reestimulação da indústria terrestre”, finaliza. n Investimentos governamentais podem manter atratividade do segmento
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