Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 19 de 2024, a estatal mineira terá que ins- crever na alternativa de desestatização até junho deste ano. Procurada, a Ce- mig não forneceu informações novas até o fechamento desta matéria. Interesse na disputa Pelo menos duas grandes empresas do mercado de geração brasileiro, a En- gie Brasil, de controle francês, e a CTG Brasil, subsidiária da China Three Gor- ges Corp., já manifestaram interesse em disputar essas grandes concessões. A Engie tem particular interesse em Foz do Areia, por já possuir as concessões de duas outras grandes usinas da casca- ta do rio Iguaçu, Salto Santiago (1.420 MW) e Salto Osório (1.078 MW). Procurada sobre os preparativos pa- ra uma provável disputa daqui a no máximo 14 meses, a Engie optou por uma resposta cautelosa: “A Engie Bra- sil Energia possui uma sólida e reconhe- cida experiência na gestão e operação de ativos hidrelétricos, além de confiar na retomada do crescimento do Brasil e manter investimentos constantes no país. Neste contexto, as oportunidades em geração de energia, sejam elas via leilão ou aquisição, são, geralmente, avaliadas pela Companhia no momen- to oportuno”. Já a CTG Brasil foi mais explícita: “A empresa avaliará as condições de com- pra de participação e pagamento de outorgas das concessões de hidrelétri- cas que vencerão, como Foz do Areia, Tucuruí, Emborcação e Nova Ponte, en- tre outras”, respondeu, após ressaltar que, no seu plano de crescimento, se- gue avaliando “oportunidades de aqui- sições e ‘greenfield’ em energia limpa”. A empresa lembrou ainda que já in- vestiu (novembro de 2015) quase R$ 14 bilhões para a aquisição dos controles das UHEs Ilha Solteira (3.440 MW) e Ju- piá (1.550 MW), ambas no rio Paraná, em leilão de outorga. Eletrobras As outras grandes usinas com venci- mento das concessões nos próximos anos são todas do grupo Eletrobras. Marechal Mascarenhas de Moraes (476 MW, no rio Grande) pertence a Furnas Centrais Elétricas, e a gigante Tucuruí (8.370 MW, no rio Tocantins) à Eletronorte. Suas concessões vencem em 2024. Itumbiara (2.082 MW, no Paranaíba), também de Furnas, venceu em fevereiro do ano passado e ainda não foi renova- da, apesar de já haver recomendação da Aneel para que a renovação seja feita. O futuro dessas usinas está associado ao projeto de privatização ou capitalização da Eletrobras. Pelo projeto do governo até agora conhecido, as ações da Eletrobras serão pulverizadas no mercado e o governo federal perderá seu controle, recebendo em troca R$ 16,2 bilhões a título de ou- torga pelas usinas das suas subsidiárias. Mas no mercado há vozes que, mesmo favoráveis à privatização, defendem que as usinas sejam licitadas, gerando dis- puta e muito maior faturamento. n
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