Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 65 Mercado brasileiro Atualmente, segundo levantamento da Brasil Energia , 21 sondas estão sob contrato no Brasil (20 para a Petrobras e uma para a ExxonMobil), com prazo de afretamento até 2024. A frota conta com 20 unidades de águas profundas e uma ancorada para lâmina rasa. Ao todo, são 14 navios-sondas e se- te semissubmersíveis, com capacidade para perfurar em até 3,6 mil m de lâmi- na d’ água. A lista é formada por uni- dades da Constellation (sete), Ocyan (cinco), Transocean (três), Seadrill (du- as), Petroserv (duas), Etesco (uma) e Diamond (uma). Diante do grande número de proje- tos sob concessão no Brasil – o mapa offshore atual tem 120 blocos e mais diversos campos – é inquestionável que o mercado local demandará a contrata- ção de novas sondas ao longo dos pró- ximos anos. O problema é que, diante da crise, os cronogramas das petrolei- ras seguem incertos. Sob a premissa da resiliência, Petrobras e grandes compa- nhias estrangeiras pisaram no freio, cor- tando, principalmente, seus investimen- tos em exploração. Diante da redução/postergação das campanhas, uma das principais possi- bilidades de negócios para as empresas de perfuração no curto prazo acabará vindo da necessidade da Petrobras de recompor os contratos de afretamento por vencer. Até o final de 2021, quatro sondas – Petrobras 10.000, West Tellus (Seadrill), Norbe XIX (Ocyan) e Laguna Star (Constellation) – terão seus prazos contratuais expirados. Em 2022, o quadro de contratos por vencer será ainda maior, com um to- tal de dez sondas. A lista incluirá qua- tro unidades da Constellation, três da Ocyan, duas da Petroserv, e uma da Etesco. No ano seguinte, em 2023, ou- tras quatro baixas serão computadas. As baixas prometem mexer com as empresas de perfuração. Companhias como Ocyan e Constellation que con- centram sua frota com a Petrobras pre- cisarão ser competitivas para não fica- rem sem contratos. Em meio ao desencontro entre ofer- ta e demanda, ainda há a novela da Se- te Brasil, cuja incerteza em relação ao futuro das quatro unidades impõe mais névoa aos negócios por vir no país. n
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