Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

64 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 PETRÓLEO Santos. As negociações, ao que tudo in- dicam, seguem focadas à Maersk. Programada para ser realizado no primeiro semestre de 2022, o progra- ma de trabalho da petroleira australia- na prevê a realização de operações de work over e mais a perfuração de dois poços no prospecto de Patola. A son- da afretada deve ficar afretada por cer- ca de nove meses. Já a PetroRio buscará uma sonda pa- ra o projeto de Frade, na Bacia de Cam- pos, enquanto a Premier planeja per- furar seu poço de estreia no bloco CE- -M-717, na Bacia do Ceará. Futuro incerto Afora os negócios em curso e já en- caminhados, não há expectativa de contratações por vir para o ano de 2021. Qualquer novo bid, se lançado, tende a ser direcionado a sondas com entrada em operação programadas a partir de 2022. Ainda que existam processos de con- tratação em curso no mercado, a ava- liação é de que o volume de negócios ainda é pequeno, sobretudo frente ao grande número de sondas disponíveis e ao novo patamar de preço das taxas diárias de afretamento. Especialistas e executivos da área convergem na avalia- ção de que a melhoria do cenário atual passa, necessariamente, pelo aumento da atividade de perfuração no segmen- to de E&P, a subida do preço do barril do petróleo e o sucateamento de par- te da frota mundial de sondas, questões que teriam impacto direto nos valores das taxas diárias dos contratos. Outro estímulo seria a descoberta de campos de grande porte, a exemplo dos resultados alcançados pela ExxonMobil, na Guiana. A atividade precisa de volume e di- versificação, e isso é garantido com o desenvolvimento de grandes projetos de produção. Projetos de exploração geram, de um modo geral, campa- nhas pontuais. Entre os mais pessimistas, há quem projete que o mercado de perfuração só começará a melhorar entre 2023 e 2024, ainda assim a passos lentos. Não bastas- se a sobreoferta de equipamentos, algu- mas empresas de perfuração já relatam resistência de bancos tradicionais em fi- nanciar novos projetos de perfuração. O navio-sonda Deepwater Corcovado, alocado para o projeto de Mero, da Petrobras

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