Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
ENTREVISTA CRISTIANO PINTO DA COSTA 76 Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 operadora do consórcio com 45%, em parceria com a Chevron (45%) e a Ecopetrol com 10%] continuam ana- lisando os resultados e aprendizados que tivemos com aquela perfuração. No momento, nós estamos no pro- cesso de finalização do plano de tra- balho e de planejamento para os pró- ximos anos, por isso não temos mais informações que possam ser divulga- das sobre Saturno. Existe um projeto de sísmica para Sa- turno licenciado no Ibama. Como está o andamento deste projeto e qual empre- sa vai realizar essa aquisição? Nós temos projetos de sísmica em vários campos do pré-sal, não somen- te naqueles onde operamos. Alguns são em conjunto com a Petrobras, co- mo, por exemplo, em Sapinhoá, no qual as duas companhias estão le- vando adiante um projeto de sísmica. Ainda não temos uma empresa para a aquisição sísmica de Saturno. Em relação ao Sul de Gato do Mato: quais são as próximas atividades neste bloco? O consórcio [Shell 50%, Ecopetrol 30% e Total 20%] está otimista com o projeto. Nós temos uma tender [licita- ção] no mercado [para o FPSO de Sul de Gato do Mato], com expectativa de re- ceber os bids no primeiro trimestre de 2021. Depois de recebermos os bids, o consórcio vai analisar, ao longo de 2021, o que fazer com o projeto, que também depende do cenário de preços do barril e das circunstâncias do momento. Já tem algum plano de trabalho ras- cunhado para o campo de Alto de Ca- bo Frio Oeste? A previsão de dois poços contingentes perfurados em 2021 foi al- terada? A previsão continua inalterada. Em relação ao gás, como será o es- coamento deste insumo produzido pela Shell no pré-sal para a UTE Marlim Azul, que está sendo construída em Macaé? Além disso, como estão as obras da ter- melétrica? Nós assinamos um acordo com a Pe- trobras, dentro do Sistema Integrado de Processamento [SIP, que faz parte de uma série de acordos que regem a parte operacional, comercial e contratual de evacuação de gás do pré-sal via interco- nexão das Rotas 1, 2 e 3], para a planta de Cabiúnas (Tecab), para que o nosso gás seja tratado na unidade. Depois, ele será escoado por um pipeline, que está Hoje, a Shell já é uma empresa privada líder no mercado de GNL
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