Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 77 em processo de construção, que vai co- nectar o Tecab até a UTE Marlim Azul. Nós continuamos com a previsão de co- meço de operação da UTE para o iní- cio de 2023, com expectativa de suprir mais de 2 milhões de clientes por meio da eletricidade gerada. O projeto está correndo super bem, não tivemos prati- camente nenhum impacto de cronogra- ma por causa da pandemia. No relatório do terceiro trimestre, a Shell afirmou que “pretende se tornar uma líder no mercado mundial de GNL com o objetivo de descarbonizar suas atividades”. A decisão de participar do processo de arrendamento do Termi- nal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) da Petrobras na Bahia tem a ver com isso? A empresa não necessariamente pre- cisa ter o ativo para ser um player de GNL. Hoje, a Shell já é uma empresa pri- vada líder no mercado de GNL. O ar- rendamento do terminal da Petrobras é uma oportunidade, vis a vis a abertura e o desinvestimento da estatal, que nós vamos olhar. Se fizer sentido econômico e financeiro, poderemos ir adiante, mas existem vários modelos contratuais pa- ra venda de GNL, que não envolvem a aquisição do ativo. A Shell pretende zerar suas emissões de carbono até 2050. O sistema de mé- tricas descrito no Shell Talks, realizado no início de dezembro, no qual a métrica de emissão de carbono está associada à remuneração variável dos gerentes, já é usado no Brasil? Esse sistema não está atrelado espe- cificamente a um ativo. O que nós te- mos são iniciativas específicas para cada ativo, visando à redução das emissões daquele projeto. Se as iniciativas imple- mentadas forem bem sucedidas, a meta é alcançada. Essas metas estão atrela- das à remuneração dos executivos e di- retores da Shell, e isso acontece há al- guns anos. Parte da minha remunera- ção variável, por exemplo, está atrelada à performance anual versus a métrica, sendo uma delas a média da geração de gases do efeito estufa (GEE): tonelada de GEE emitida dividida por tonelada de barril de petróleo produzido. Todos os ativos do Brasil já possuem essa política? Além disso, essas iniciati- vas abrangem as emissões somente du- rante a operação ou também se esten- dem ao transporte e outros setores? Nós temos uma lista de iniciativas bem grande no Brasil, mas não sei precisar se Historicamente, a Shell investe entre US$ 1 e 2 bilhões no país por ano

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