Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 81 de, cabe lembrar – e cada vez mais em cargos de médio e alto escalão. No Brasil, as empresas vêm acompa- nhando um movimento global, ainda in- cipiente. Recente estudo feito pela PwC em 40 países mostra que boa parte das empresas no mundo considera a ado- ção de programas de diversidade e in- clusão como uma prioridade, mas uma parte significativa dos funcionários en- xerga tais iniciativas como uma barreira para o desenvolvimento pessoal nas res- pectivas organizações. De acordo com o levantamento “Glo- bal Diversity & Inclusion“, 76% dos 3 mil entrevistados em 25 indústrias diferen- tes entendem que programas de inclu- são são uma prioridade, sendo que 33% deles acreditam que as iniciativas podem impedir progressos dentro das empresas. O estudo, em síntese, aponta uma dissonância entre o que as organizações estão fazendo e a percepção dos fun- cionários de que as medidas são falhas ou insuficientes quando se trata na ca- pacitação dos líderes corporativos para temas de diversidade e inclusão. Um outro estudo, este realizado pe- la Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje), em parceria com a Avon e a Bayer, verificou que das 124 empresas participantes, 63% possuem programas de inclusão e diversidade. Esse grupo possui um total de 850 mil funcionários e apresentam faturamento total da ordem de R$ 1 trilhão. Neivia Justa, executiva de comuni- cação corporativa, com passagens por Johnson&Johnson, Goodyear, Natura e GE, entre outras empresas, conta que um dos principais motivos pelos quais a diversidade ainda não é percebida nas empresas é exa- tamente o descolamento entre discurso e prática. “É a hipocrisia corporativa”, atesta. A executiva, que é fundadora de uma empresa de consultoria para diversidade nas empresas e produtora de conteúdo sobre o tema, ressalta que é comum processos de inclusão não terem relação com as estratégias empresariais. “Em muitos casos, empresas criam grupos para [inclusão de] mulheres, gru- pos para LGBTQIA+, grupos para etnias, mas nenhum deles se comunica com os outros”, conta. Um dos sinais que evi- denciam se o tema é ou não priorida- A busca pela diversidade deve atender a critérios econômicos e sociais e à uma demanda crescente por equidade

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