Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
94 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 GÁS bilidade de realização de um processo desse tipo integrando as redes da NTS e da TBG ainda em 2021, com forneci- mento a partir do ano seguinte. Com is- so, seria possível ampliar a oferta de gás natural para os clientes, unindo a pro- dução da Bolívia, do Pré-Sal e a possibi- lidade de importação de GNL. A NTS informa que está trabalhan- do com a TBG para a elaboração dos procedimentos para uma chamada pública coordenada, que deve ocor- rer no segundo semestre desse ano. Para a empresa, a integração das ma- lhas das transportadoras é fundamen- tal para que o mercado se beneficie da flexibilidade e liquidez do modelo de tarifas de entrada e saída. “A possibilidade de se operar a nível nacional, sem barreiras para os carre- gadores entre as diferentes transporta- doras, é justamente o que vai gerar a li- quidez necessária para se atingir a am- pliação da oferta. E a redução do preço final do gás ao consumidor é uma con- sequência disso”, ressalta a transporta- dora em nota. A ideia é de que mais competição na oferta reduzirá o preço da molécula, ao mesmo tempo que o ganho de escala no transporte diminui- rá as tarifas nos gasodutos. Para as operadoras de gasodutos, o crescimento da demanda por transporte de gás levará ao aumento da capacida- de e da extensão da malha. Segundo a TBG, isso já acontece na área de atuação da empresa, no Sul do país. Mas é pre- ciso aguardar a definição de critérios na forma de se remunerar o investimento. “Estes critérios já são matéria avançada de discussão com o órgão regulador. Va- le frisar que as expansões da rede de ga- sodutos são de total interesse das trans- portadoras”, informa a companhia. De todo modo, o mercado tem pres- sa. “Há uma tensão entre a necessida- de e a expectativa dos agentes do mer- cado em relação ao acesso à infraestru- tura, e a necessidade de se cumprir os contratos de longo prazo ainda vigen- tes”, avalia Rivaldo Moreira Neto, da Gas Energy. “Essa transição precisa ser feita de forma rápida, pois não haverá mercado aberto sem acesso de todos os elos da cadeia ao sistema de transpor- te”, conclui. n Há grande expectativa na possibilidade de integrar os modelos das redes da TBG e NTS ainda neste ano com entrega em 2022
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