Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

130 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 GÁS Por se tratar da primeira modelagem do tipo no país, o diretor de suprimen- tos da Unigel, Luiz Nitschke, revela que precisou aprender, junto com os demais agentes, a se adequar às normas perti- nentes. Para começar, precisou caracte- rizar a Unigel como agente comerciali- zador do mercado livre e cadastrá-la na ANP para fazer uso dos gasodutos co- mo carregadora. Embora os valores dos contratos de gás envolvam confidencialidade, Nitschke afirma que seria impossível viabilizar os dois empreendimentos com os preços médios do mercado cativo, na faixa de US$ 7 por milhão de BTU. A estimativa do mercado in- dustrial, porém, é a de que, a uma média de US$ 5 o milhão de BTU do gás, a ureia nacional ficaria competi- tiva em comparação com importados, que contam com gás mais barato do que o nacional (nos Estados Unidos oscila em US$ 2,50). Ao contrário de São Paulo, onde as indústrias têm se queixado da regula- mentação da Arsesp, no caso das tra- tativas com as agências reguladores de Sergipe (Agrese) e da Bahia (Ager- ba), a Unigel não encontrou proble- mas. Segundo o diretor Nitschke, o posicionamento nos dois estados foi o de apoiar o retorno na produção das ex-Fafens, que tinham fechado as por- tas em 2018 e, portanto, causado im- pacto nos caixas estaduais. Apesar das críticas à regulamen- tação paulista, que além da Rhodia também encontra coro em manifes- tações de entidades setoriais, como a Abiquim, Abividro e Abrace, a Arsesp entende que está apenas cumprindo seu papel regulador do nascente mer- cado livre de gás. A presidente do grupo Solvay para a América Latina, Daniela Manique: regulamentação paulista prevê multas surreais para o consumidor que não conseguir cumprir as cotas de consumo previstas nos contratos

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