Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 143 No entanto, já estivemos melhores, ocupando a 10ª posição em 2014. Ele cita dados como o fato da in- dústria ser responsável pelo recolhi- mento de 33% dos impostos fede- rais e por 31% da arrecadação pre- videnciária patronal. “Nosso sistema tributário é repleto de distorções e penaliza os setores com cadeias de maior agregação de valor. Somos um dos poucos países que tri- buta investimento e exportação. Temos, ainda, uma infraestrutura de transpor- tes muito precária e, apesar de produ- zirmos energia barata, seu custo final é um dos mais elevados do mundo”, dis- se Andrade, em artigo. Reflexos da desindustrialização no setor elétrico Esse cenário afeta o mercado de energia elétrica, fundamentalmente o mercado livre. Com menos fábricas, são menos unidades consumidoras deman- dantes de quantidades expressivas de eletricidade, menos negócios para co- mercializadoras, menos geração e trans- missão em uso. A indústria tradicionalmente conso- me volumes mais expressivos de ener- gia. Na pandemia, pôde-se notar que segmentos como têxtil e automotivo puxaram as maiores quedas de consu- mo por meses, reflexo das medidas de distanciamento social e da redução das encomendas. O mercado livre está em ascensão, mas muito desse crescimento está las- treado nos consumidores especiais, aqueles com carga inferior a 1,5 MW, que podem migrar para o mercado livre, desde que a compra da energia seja a partir de fontes renováveis, a chamada energia incentivada. Em dezembro do ano passado, a CCEE contabilizou 7.556 consumido- res especiais, contra 1.023 consumido- res livres (a tendência é de aumento dos clientes livres, mas por causa da redu- A Mercedes-Benz, que apresentou oito lançamentos e um carro conceito no Salão do Automóvel em 2018, também encerrou a produção de seus modelos de luxo no país

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=