Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021
Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 27 Os arrendamentos são fruto de contra- tos bilaterais entre empreendedores e do- nos das terras, que começam já na fase de prospecção dos projetos e que, segundo se ventila no mercado, se baseiam em per- centual da geração de energia por aeroge- rador, quando em operação, o que no Bra- sil equivaleria em média a 1,5%. Embora os contratos contenham cláusulas de con- fidencialidade, que dificultam a divulgação real do valor pago, para muitas famílias be- neficiadas a renda extra teria efeito multi- plicador na economia local, principalmen- te em cidades mais carentes no Nordeste. Ainda de acordo com o estudo, com base no total investido em arrendamen- tos em 2018 o efeito renda alavancaria a economia local, em todas suas deman- das, em mais R$ 524,6 milhões, gerando mais de 8 mil empregos e R$ 43,2 mi- lhões em massa salarial. Em tributos re- lacionados a esses ganhos, se agregaria mais R$ 45,4 milhões, sendo R$ 25,5 mi- lhões em ICMS e R$ 2,5 milhões em IPI. Nos parques Para a AES Brasil, que opera o Com- plexo Alto Sertão II, de 386 MW, nos municípios de Caetité, Guanambi, Iga- porã e Pindaí, na Bahia, as cerca de 200 famílias que são beneficiadas pelo ar- rendamento de suas terras têm com- O relacionamento da CPFL com a comunidade do entorno dos parques envolve o desenvolvimento de programas sociais personalizados
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