Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

28 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 EÓLICA provado esse efeito multiplicador citado no estudo, movimentando o comércio e os serviços da região. De acordo com a coordenadora de sustentabilidade e responsabilidade social da AES, Andrea Santoro, para muitas dessas famílias o arrendamento é a única fonte de renda. Segunda ela, o valor recebido pelas fa- mílias resulta também em melhorias nas propriedades, seja com a construção de casas novas em alvenaria ou incremen- tos na produção agrícola. Além dos arrendamentos, para San- toro, o importante é também a aproxi- mação dos operadores com as comu- nidades, para ajudar em demandas lo- cais. Nesse sentido, a estratégia da em- presa compreende formar comissões de acompanhamento do empreendimen- to, que servem como canal de diálogo. Isso é feito tanto no Alto Sertão II, que a empresa adquiriu em 2017 da Renova, como nos que foram incorporados de- pois (Ventus, no Rio Grande do Norte) e nos que estão sendo implementados, caso do complexo Tucano, na Bahia, de 322 MW, com previsão de entrada em operação no segundo semestre de 2022. No Tucano, segundo a coordenado- ra, antes do início das obras, a equipe da AES começou a dialogar com os vizi- nhos dos parques, em reuniões para co- nhecer as demandas locais. No momen- to, a empresa também está fechando os contratos de arrendamento com os titu- lares das terras. Sem e com EIA-Rima Promover reuniões com a comunidade é uma iniciativa espontânea da AES. Isso porque no estado da Bahia ainda não é exigido dos projetos eólicos os EIA-Rimas (Estudo de Impacto Ambiental-Relatório Atenta às carências locais, a AES mantém projetos com a ONG chamada Litro de Luz em comunidades nos municípios baianos de Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí

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