Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

44 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 GÁS te bem-sucedido à pandemia. Por is- so, a IEA previa, no começo de janei- ro, um aumento de 2,8% na demanda global de gás em 2021. Nesse ritmo, o mercado atingiria, no fim do ano, o mesmo nível de registrado em 2019. Edmar acredita que a evolução da economia será decisiva para o preço do GNL no médio prazo. “Se o crescimen- to se mantiver firme, podemos ter pro- blema de oferta por algum tempo, até que as novas plantas de regaseificação saiam do papel”. Rivaldo, por sua vez, chama a aten- ção para a necessidade de se estabe- lecer um sistema de estocagem de gás natural no Brasil, seja em campos onshore ou offshore. Segundo ele, is- so é importante para ajudar a reduzir a volatilidade da oferta e dar mais es- tabilidade ao mercado. “E o GNL tem um papel importantíssimo para ga- rantir um mercado mais flexível”. Na EPE, apesar das altas recentes, as projeções para o preço do GNL apontam um viés de baixa no médio prazo. “A volatilidade no mercado é natural”, diz Heloisa, para quem, apesar da turbulência, os preços mé- dios ao final de 2021 se manterão em níveis próximos aos patamares de 2019 e 2018. A diretora também observa que o Novo Mercado de Gás está decolando, e que em algum mo- mento chegará à velocidade de cru- zeiro. “O aumento da oferta em di- ferentes fontes, como a produção nacional, a importação por gasodu- to e o GNL, vai dar mais liquidez ao mercado e permitir arbitrar os preços para enfrentar melhor os cenários de volatilidade”. n Heloísa Esteves, da EPE: transformação do GNL em commodity faz com que o produto reaja muito rapidamente às variações de oferta e demanda Rivaldo Moreira Neto, da Gas Energy: inverno rigoroso consumiu os estoques de GNL europeus, pressionando a demanda Edmar de Almeida, da PUC-Rio: política agressiva da China para substituir o carvão na matriz energética impulsiona a demanda por gás natural

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