Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021
90 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 SOLAR Mais empresas no setor O crescimento do setor solar foto- voltaico é tamanho que surgem cerca de 450 novas empresas atuando nele por mês no país, segundo mapeamen- to do Portal Solar, marketplace do seg- mento. Espera-se que aproximadamen- te 5,4 mil companhias entrem no mer- cado fotovoltaico nacional em 2021, crescimento de 27% sobre o ano an- terior. O Brasil está bem perto de chegar a 8 GW de potência instalada de solar fo- tovoltaica. O ano fechou com 4,7 GW instalados em GD e 3,3 GW em gera- ção centralizada. A fonte solar já não é mais um traço na matriz elétrica. Hoje representa 1,9% da oferta nacional. Os investimentos acumulados no setor to- talizam mais de R$ 38 bilhões. São mais de 390 mil sistemas solares conectados à rede e 491 mil unidades consumidoras que recebem créditos. Leilões As solares vão competir nos próximos oito leilões de energia nova, previstos pelo governo para acontecer até 2023. É a primeira vez que a fonte é incluí- da em todos os certames programados, com um portfólio que excede os 30 GW, segundo o último cadastramento feito pela EPE no ano passado. A expectativa é que os leilões A-3 e A-4, que devem ser realizados em junho, sejam menores em volume de contratação, visto que a entrega dos empreendimentos contra- tados vai ocorrer em anos com capaci- dade contratada em certames já realiza- dos. Isso não ocorre com o A-5 e A-6, previstos para setembro e que, portan- to, devem contratar potência maior. Além disso, há a contratação adi- cional no mercado livre, uma alternati- va que já supera o mercado regulado, cujos leilões foram cancelados em 2020. Outro tema que pode ser destaque em 2021 é a criação pelo governo fe- deral de um mecanismo de valoração do benefício ambiental para as fontes renováveis, prevista na MP 998/2020, transformada na Lei 14.120/2021, que redireciona recursos não utiliza- dos de P&D e eficiência energética para CDE, entre outras medidas. Regulação da GD Uma pauta que preocupa as lide- ranças do setor solar é a da revisão da regulação da geração distribuída. E não é para menos. As solares são a escolha preferencial de 99% de todas as conexões de geração distribuída no país. A consulta pública que a Aneel re- alizou para programar o fim dos sub- sídios ao setor terminou ainda com forte campanha contrária a esta revi- são no curto prazo. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou em novembro do ano passado que a Aneel apresen- te um plano de ação para concluir o aperfeiçoamento da Resolução Nor- mativa 482/2012, que regula a gera- ção distribuída. Segundo o tribunal,
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