Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021

106 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 NEGÓCIOS fontes, direcionado por renováveis e um pouco de gás. “A empresa privada po- de participar desta expansão e mesmo entrar em outros negócios em recursos energéticos distribuídos”. Além da Eletrobras, em geração hi- drelétrica a atenção está na novela do GSF, que parecia perto de um desenla- ce final, mas continua se arrastando de- pois de recente decisão do TCU. Na sua última teleconferência com analistas, antes de deixar a Eletrobras e assumir a BR Distribuidora, Wilson Ferreira Jr. disse que a virada opera- cional que a estatal sofreu nos últi- mos anos coincide com a proximida- de de um acordo sobre o GSF. Resul- tado: a empresa tem melhores condi- ções para decidir o que fará. Aí a es- tatal poderá avaliar se continuará a se desfazer das participações ou se po- derá comprar parte dos ativos, já que essas SPEs abrangem grandes ativos de geração (como as hidrelétricas do Rio Madeira e Belo Monte) e trans- missoras de grande porte (interliga- ção do Madeira). Esse cenário gera dúvidas, ainda mais se combinado à indecisão quanto à pri- vatização da Eletrobras, tentada em vá- rios momentos na década de 1990. O in- gresso da Engie no mercado brasileiro se deu em setembro de 1998, com a aqui- sição da Gerasul, a primeira geradora da Eletrobras vendida. O processo seria con- tinuado em 1999, no segundo mandato de FHC, mas resistências políticas derru- baram a ideia. “Se a Eletrobras não for privatizada e a depender das eleições presidenciais de 2022, podemos ter uma inflexão na gestão da estatal e, em novas condições, ela poderá aumentar sua par- ticipação em geração assumindo partici- pações nas hidrelétricas da região Nor- te”, diz um empresário que foi conse- lheiro da estatal em três ocasiões. n Luiz Barroso, presidente da PSR: desafio da capitalização da Eletrobras é capturar valor para o sistema e para a sociedade Lener Silva Jayme, presidente da Celg-GT: privatização da empresa é rentável e deve atrair o mercado Wilson Ferreira Jr., da a BR Distribuidora: virada operacional que a Eletrobras sofreu nos últimos anos coincide com a proximidade de um acordo sobre o GSF

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