Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 105 controle. A Isa Cteep tem preferência pa- ra adquirir a participação, mas a empresa colombiana está em processo de venda na Colômbia para a Ecopetrol. A saída da Cemig da Taesa deveria catalisar os direitos de aquisição da Alu- par na TBE, uma estrutura de 13 linhas de transmissão em que a Alupar e Taesa têm participação e operam em consórcio. Se a Cemig deixar o controle majoritário, a Alupar tem direito de preferência para aumentar sua presença na TBE. Segundo analistas do Credit Suisse, a alavancagem dupla da Alupar indica uma possibilida- de de aquisição dessa fatia.Também está sendo avaliada pela estatal mineira a ven- da da Aliança, com pouco mais de 1 GW de potência instalada, e de formação de joint venture com a mineradora Vale. O governo do Amapá, que nos últimos meses tem enfrentado blecautes, está analisando a venda de sua distribuidora, a CEA. Emmarço, os Ministérios de Minas e Energia e da Economia publicaram porta- ria que aprova a transferência do contro- le acionário do estado do Amapá na CEA para investidores privados. O estado do Amapá e a CEA deverão acertar um ne- gócio jurídico vinculante com os principais credores da CEA para renegociação de débitos, que somammais de R$ 2 bilhões. No fim de março foi realizada a primeira audiência pública sobre a desestatização, o vencedor do leilão poderá ter de aplicar R$ 400 milhões logo no início da conces- são. Trabalha-se para que o leilão possa ser realizado em junho. O processo está sendo conduzido pelo BNDES. Expectativas em geração A MP 1.031, que trata da privatização da estatal, que detém cerca de um terço da geração e da transmissão, expira em 26 de junho. Aprovada em 20 de maio na Câ- mara, a Medida Provisória chegou ao Se- nado na última semana de maio com al- guns “jabutis” incluídos, como a exigên- cia de contratação de 6 GW termelétricos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oes- te. Ela autoriza que a União perca sua par- ticipação majoritária na empresa. A ideia é que a participação do governo caia de 62% para algo entre 45% e 49%. “Isso pode atrair investidores financeiros e gran- des geradores já presentes no Brasil inte- ressados nessa participação”, aponta Luiz Barroso, presidente da PSR. Para Barroso, o desafio é capturar valor para o sistema e para a socieda- de. “O valor para a sociedade vem com uma empresa mais eficiente, rentável, que pague mais impostos”. O ingresso de capital privado na es- tatal poderia também ter outra variável indireta: o mix de geração futura do sis- tema virá da competitividade entre as A discussão sobre a concentração de mercado será um assunto para essa década?
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